Eliminação do Brasil muda comércio em Belém

Com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, o centro comercial de Belém, no bairro da Campina, perdeu a coloração verde e amarela, e os produtos relacionados ao Mundial saíram da maioria das vitrines e mostruários das lojas e barracas. Muitos comerciantes ainda têm um grande estoque de mercadorias, como camisas da seleção, as quais serão guardadas para outras ocasiões.

O comerciante ambulante Marcos Cardoso Moura explica que os produtos que não foram vendidos serão aproveitados ainda em 2026, por exemplo, no período do Dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro, assim como perto das eleições de 2026. Em 2027, com a Copa do Mundo Feminina de Futebol, a mercadoria também pode ser aproveitada.

Segundo o comerciante, quem trabalha com vendas precisa saber lidar com essas situações para continuar vendendo bem. “É uma mercadoria que não se estraga, então embalamos e guardamos. Trabalhamos com variedade. Se o lojista trabalha com uma mercadoria boa e diferenciada, ele consegue vender. A pessoa que trabalha em vendas precisa ser diferenciada e ter jogo de cintura”, afirma.

Até a eliminação, a procura foi intensa por produtos da Copa, como roupas e acessórios. “As vendas estavam explodindo. Eu estava com uma mercadoria boa e, até no sábado antes do jogo contra a Noruega, vendi muito”, conta Marcos Cardoso.

A autônoma Márcia Antunes esperava que o Brasil chegasse à final da Copa do Mundo, mas os planos mudaram e também guardará a mercadoria. Ela destaca que não há prejuízo, pois os produtos serão vendidos em outras datas. “Sobrou bastante. Tem um saco ali só com roupa do Brasil, que será guardado para a próxima Copa. Não tem prejuízo.”

Com a queda da procura, o preço também deve diminuir. O restante dos produtos não vendidos pelo comerciante ambulante Raimundo Soares terá uma queda de 30% no custo. “Eu estava vendendo camisa, short e bermuda. A camisa que era R$ 100, agora vai para R$ 70, mas não sobrou muito, pois vendi bastante”, conta.

Comércio se adapta após a Copa

Moda praia

Sem a Copa e as festividades juninas, a mercadoria será voltada para a moda praia em julho. Os comerciantes já se organizam para vender roupas mais leves para as pessoas aproveitarem o verão amazônico de forma confortável e adequada.

“Agora é o dry fit, aquela roupa leve, mais fria e que cobre o corpo para quem quer tomar aquele banho de praia também”, relata Marcos Moura.

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/apos-eliminacao-do-brasil-comercio-de-belem-guarda-camisas-da-selecao-e-aposta-na-moda-praia/