Cúmplice de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na conspiração nos EUA, o influenciador Paulo Figueiredo recuou e não vai mais usar seus 5 minutos para falar na audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre a possível taxação adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Figueiredo participaria nesta segunda-feira (6) da audiência, mas anunciou horas antes que vai mandar seus comentários por escrito para não ofuscar a participação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que viajou aos EUA para falar por 5 minutos em busca de vídeos para lacrar nas redes.
“O foco da semana deve ser a ida do Flávio Bolsonaro para lutar contra as tarifas que Lula tanto está cavando”, diz Figueiredo, mentindo abertamente após ir até a Casa Branca com os irmãos Bolsonaro conspirar contra o país.
“Por isso, em vez de participar pessoalmente da audiência, optei por enviar os meus comentários por escrito. Tenho certeza de que o Flavio vai brilhar e nos representar”, emendou, recuando de falar na audiência.
https://x.com/pfigueiredo08/status/2074122455401042022
“Make Brazil Great Again”
Atuando como “camisa 10” de Lula após declarar que “mulheres votam mal”, Paulo Figueiredo, fiel escudeiro de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), revelou a faceta entreguista ao sugerir uma cópia do slogan de Donald Trump – Make América Great Again -, em inglês, para ser usado na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao calcular as chances da derrota da seleção brasileira impactar no desempenho de Lula nas pesquisas de intenção de votos.
Na publicação, ilustrada com a foto do atacante Neymar, na noite deste domingo (6), Figueiredo indaga: “será que o desempenho da seleção na Copa afeta a avaliação do governo?”.
Citando supostos estudos sobre o tema, Figueiredo diz que “nos Estados Unidos, derrotas inesperadas de times da NFL aumentam os registros de violência doméstica nas horas após o jogo”, celebrando que “o estado de ânimo coletivo transborda para a economia, para o voto e até para dentro de casa”.
“Mas há dois limites importantes. Primeiro, o efeito é curtíssimo, dias, não meses. Segundo, e mais interessante: quando os pesquisadores lembravam a pessoa da origem do seu humor (“seu time ganhou ontem, não é?”), o efeito desaparecia. Consciência dissolve o viés”, emenda, entregando a estratégia propagada por Steve Bannon de torpedear as pessoas com diversos assuntos para evitar que elas se aprofundem em um tema e tomem consciência de que estão sendo manipuladas.
Figueiredo então cita um suposto comparativo com o Brasil e diz que “o movimento conservador brasileiro de hoje é essencialmente um movimento de revolta contra o sistema, animado pela ideia de devolver ao Brasil uma grandeza que ele sente ter perdido”.
“Algo como ‘Make Brazil Great Again’”, sugere, atrelando o ufanismo ao futebol, assim como tentou fazer a Ditadura Militar. “Qual era o símbolo máximo do Brasil grande? O futebol. O país do penta. Pois repare: desde que o PT chegou ao poder, o Brasil nunca mais ganhou uma Copa. São mais de duas décadas em que o símbolo da nossa excelência definhou junto com tantas outras coisas”, relaciona.
Por fim, ele faz a sugestão ao “marqueteiro de Flávio Bolsonaro”.
“Correlação não é causa, e os dados acima recomendam que ninguém na direita se anime achando que frustração de arquibancada vira voto sempre. Os números não mostram isso necessariamente. Mas talvez a pergunta certa não seja se a Copa muda a eleição, e sim o que significa um país que se acostumou a perder em tudo, até naquilo que era a sua maior certeza. Se eu fosse o marqueteiro do Flávio Bolsonaro, este seria o meu foco”, diz o influenciador, que se encontra com o presidenciável do PL nos EUA nesta segunda-feira (6).
https://x.com/pfigueiredo08/status/2073935679113892015
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/tariflavio-paulo-figueiredo-recua/

