O jornal espanhol Marca colocou a liberação do atacante Balogun, dos Estados Unidos, após intervenção do presidente Donald Trump, como a maior polêmica da Copa do Mundo de 2026 até agora. A lista reúne decisões de arbitragem e episódios que provocaram discussão antes das quartas de final e inclui lances envolvendo Vini Jr, Messi, Mbappé, Portugal, Egito, Paraguai e África do Sul.
Entre os casos ligados ao Brasil, o jornal destacou o gol anulado de Vinicius Junior na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia. O atacante roubou a bola do último defensor e marcou o que seria seu terceiro gol na partida, mas o VAR apontou um contato mínimo na recuperação da posse. O árbitro revisou o lance no monitor e invalidou a jogada.
Na vitória da Argentina sobre a Argélia, Lionel Messi entrou por trás em Mandi em um lance considerado perigoso pelos argelinos. O árbitro não deu cartão amarelo ao camisa 10, que marcou mais dois gols minutos depois. A estreia da França contra Senegal também entrou na lista por um possível pênalti em Kylian Mbappé, que caiu na área após uma dividida e viu a arbitragem mandar o jogo seguir.

A primeira aplicação da chamada “Lei Vini” também apareceu entre as decisões contestadas. Miguel Almirón, do Paraguai, recebeu cartão vermelho após conversar cobrindo a boca durante a partida contra a Turquia. A regra voltou a render expulsão no jogo entre Equador e México, quando Piero Hincapié também foi punido com vermelho.
Sensor da bola e caso Balogun ampliaram críticas à arbitragem
Nas oitavas de final, Portugal evitou a prorrogação contra a Croácia depois que o gol de Mario Pašalić nos acréscimos acabou anulado. O VAR identificou um toque quase imperceptível de um jogador croata na origem da jogada, confirmado apenas pela tecnologia do sensor instalado na bola, o que colocou o autor do gol em posição irregular.
O caso Balogun ficou fora das quatro linhas, mas liderou a seleção do Marca. O atacante deveria cumprir suspensão depois de ser expulso na partida anterior dos Estados Unidos, contra a Bósnia, mas a Fifa adiou o cumprimento da punição. Com isso, ele ficou liberado para enfrentar a Bélgica, decisão tomada após intervenção de Trump e criticada por jogadores, técnicos e dirigentes de diferentes países.
A partida entre Argentina e Egito rendeu dois itens na relação. Os egípcios tiveram um gol anulado após revisão do VAR por falta anterior em Lisandro Martínez, ocorrida muitos segundos antes da finalização e considerada leve pelos jogadores do Egito. A seleção africana também reclamou de dois possíveis pênaltis em lances de Julián Álvarez e Alexis Mac Allister sobre Mohamed Salah, mas a arbitragem não marcou nenhuma infração.
O jogo de abertura, entre México e África do Sul, fechou a retrospectiva por ter se tornado a partida inaugural com mais cartões vermelhos em Copas do Mundo. A expulsão de Themba Zwane, da seleção sul-africana, por uma falta longe da bola, foi tratada por muitos como excessiva e abriu a sequência de decisões contestadas no torneio.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/marca-trump-balogun-polemicas-copa-2026/

