O senador republicano Lindsey Graham, um dos principais aliados de Donald Trump no Congresso dos Estados Unidos, morreu na noite de sábado (11), aos 71 anos, após uma doença súbita e breve, informou seu gabinete.
Graham representava o estado da Carolina do Sul no Senado desde 2003, após ter exercido mandato na Câmara dos Representantes a partir de 1995. Ao longo da carreira, foi reeleito em 2008, 2014 e 2020.
Nos últimos anos, tornou-se um dos republicanos mais influentes em temas de política externa, defesa e imigração. Defensor da invasão do Iraque em 2003, também pressionou repetidamente por ações militares contra o Irã e era um dos maiores apoiadores de Israel no Congresso americano.
Apesar de ter disputado a indicação republicana à Presidência em 2016 como crítico de Donald Trump, Graham abandonou a corrida antes das prévias e, posteriormente, tornou-se um dos aliados mais doentios do presidente.
Na área de imigração, foi um dos principais defensores do endurecimento das políticas de controle de fronteira. Entre outras medidas, apresentou projetos para punir autoridades locais que dificultassem a atuação de agentes federais de imigração e defendeu o aumento do financiamento para o ICE e a Patrulha de Fronteira.

Declaração sobre brasileiros
Uma das declarações mais estúpidas de Graham ocorreu em 2021, durante entrevista à Fox News.
Na ocasião, ao criticar a política migratória do então presidente Joe Biden, o senador atacou os brasileiros
“Tivemos 40 mil brasileiros vindo somente para o setor [de imigração] de Yuma [na fronteira entre o Arizona e o México], indo para Connecticut, usando roupas de grife e bolsas da Gucci. Isso não é mais uma imigração econômica”, afirmou.
“As pessoas veem que os Estados Unidos estão abertos e tiram vantagem de nós, e não vai demorar muito para que terroristas sejam vistos nessa multidão”.
O comentário rapidamente virou alvo de piadas nas redes sociais. Diante da repercussão, o senador republicano recorreu ao então Twitter para defender suas declarações e reafirmar o que havia dito.
Alegou que viu “em primeira mão dezenas de brasileiros — bem vestidos, com bagagem cara — que viajaram com vistos de turista para Cancún e outros destinos”.
De acordo com seu relato, os brasileiros seguiram de avião, ônibus e carro até a fronteira entre México e Estados Unidos.
“Diferentemente de outros migrantes que viajam por semanas, a bagagem e a aparência dos brasileiros eram parecidas com as de quem está chegando a um hotel”, escreveu. Para Graham, esse comportamento representava um “flagrante abuso do sistema de imigração” dos Estados Unidos.
“É desrespeitoso com o trabalho duro dos homens e mulheres do controle de fronteiras, que estão se tornando mensageiros de hotéis de brasileiros de classe média e alta que tentam entrar nos Estados Unidos”, declarou. Graham ainda criticou o governo brasileiro, afirmando ser “chocante” que o país, segundo ele, se recusasse a receber de volta seus cidadãos deportados.
Sen. Lindsey Graham (R-SC) bizarrely claims 40,000 Brazilians heading for Connecticut “wearing designer clothes and Gucci bags” illegally crossed the border: “This is not economic migration anymore.” pic.twitter.com/SYg0cWWJHc
— The Recount (@therecount) October 13, 2021
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/morto-hoje-lindsey-graham-atacou-brasileiros-eua-bolsas-gucci/

