As denúncias recentes contra o influenciador e jornalista esportivo Lucas Strabko, conhecido como cartoloco – no fim das contas, mais uma subcelebridade – me causaram mais do que revolta: me trouxeram um sentimento de inquietação muito específico, principalmente por notar que as mulheres, sobretudo agredidas pelo mesmo homem, raramente se unem contra eles.
Foram três denúncias de três mulheres diferentes. Mulheres que não se conhecem, mas são ligadas pela violência que sofreram.
Medidas protetivas não funcionam no Brasil. Casos de violência doméstica são, muitas vezes, engavetados, sobretudo contra homens famosos, ou simplesmente não dão em nada.
Afinal, é quase impraticável ser mulher neste país.
Se essas três mulheres, em vez de denunciarem o crápula individualmente, se unissem em uma ação coletiva, esse cara não escaparia nem a pau.
🚨Ex-Fazenda Lucas Strabko, o Cartolouco, é acusado de agressão à ex-namoradas. #Fantástico pic.twitter.com/ZWCTs4zI47
— Central Reality (@centralreality) July 13, 2026
Embora as mulheres não sejam, evidentemente, as culpadas por essa individuação de reações muitas vezes inúteis às violências de gênero, é preciso que façamos algo.
Uma plataforma que una mulheres e possa catalogar agressores seria um bom começo, e poderia, inclusive, surgir de uma política pública.
Temos aplicativos pra tantas coisas, não é mesmo?
O fato é que, seja numa plataforma, seja nas ruas, seja em diálogos privados, é preciso que mulheres agredidas se unam contra seus agressores, o que é muito mais potente do que fazer uma denúncia individual da qual certamente o canalha escapará.
O problema, é claro, não é das mulheres individualmente, mas de uma opressão sistêmica que nos impede de reagir coletivamente.
Mas é nossa responsabilidade lutar contra isso, pregar e praticar a união feminina, sobretudo de mulheres agredidas.
É preciso conquistar. Não ganharemos.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/caso-cartoloco-por-que-as-mulheres-nao-se-unem-contra-seus-agressores/

