Cabos reformados viram réus por posts contra a Marinha

Fragata Independência e Navio Doca Multipropósito Bahia, da Marinha do Brasil, em 2025. Foto: Reprodução

A Justiça Militar tornou réus dois cabos reformados da Marinha por publicações em redes sociais com críticas ao comandante da Força, almirante Marcos Olsen, ao comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Carlos Chagas Vianna Braga, e à própria Marinha do Brasil.

O cabo reformado Adriano Carvalho da Rocha, que também atua como advogado, responderá por calúnia, difamação, injúria e ofensa às Forças Armadas por quatro postagens. Marcelo Luiz Martins, também cabo reformado, tornou-se réu por calúnia e ofensa às Forças Armadas.

A denúncia, assinada pela procuradora de Justiça Militar Hevelize Jourdan, afirma que as publicações “extrapolam a liberdade de expressão e o exercício regular da crítica institucional” por conterem linguagem ofensiva, termos depreciativos, imputações de crimes e afirmações sem comprovação fática contra autoridades da Marinha.

Em uma das postagens, Adriano Rocha publicou o vídeo de uma entrevista que fez com Marcelo Martins em um podcast. No trecho citado na ação, Martins afirma que um navio comprado pela Marinha no exterior seria velho: “Navio novo é uma pinoia! Mentira, é velho!”.

Supremo Tribunal Militar (STM). Foto: Divulgação

O Ministério Público Militar sustenta que os dois cabos reformados atribuíram falsamente ao almirante Marcos Olsen o crime de peculato, por falarem em desvio de recursos públicos, e ofenderam as Forças Armadas ao acusar a Marinha de participar de um esquema “mafioso” para enganar a população com navios velhos reformados.

Outra publicação de Adriano Rocha mostrou uma foto do almirante Carlos Chagas ao lado da cantora Jojo Todynho em uma cerimônia de formatura. Na legenda, ele chamou o comandante do Corpo de Fuzileiros Navais de “anão festeiro” e escreveu que “a Marinha vive uma ditadura macabra”.

Marcos Olsen e Carlos Chagas declararam ao Ministério Público Militar que as postagens causaram constrangimento e prejuízo moral no ambiente profissional, além de afetarem a coesão e a credibilidade da Força. O juiz federal da Justiça Militar Carlos Henrique Reiniger marcou audiência para 5 de agosto, quando ouvirá ofendidos e testemunhas de acusação e defesa; depois, os réus serão interrogados.

A Marinha informou que não comentará o mérito das ações por se tratar de processo em curso. A defesa de Adriano Rocha disse que a acusação tenta “criminalizar críticas dirigidas a autoridades públicas e a atos administrativos”. Marcelo Martins afirmou que mantém suas declarações: “A Marinha compra um bocado de navio velho no exterior”.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/justica-militar-reus-cabos-reformados-postagens-marinha/