A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (28) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também perde para Fernando Haddad (PT) nos cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O resultado ocorre em meio ao desgaste provocado pelo caso “Dark Horse” e pela relação do filho 01 de Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
No cenário estimulado de primeiro turno sem Lula (PT), Haddad aparece numericamente à frente, com 36,5% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 32,7%, diferença de 3,8 pontos percentuais. A simulação consta no levantamento registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02918/2026-BRASIL.
O cenário é completado por Ronaldo Caiado (PSD), com 5,9%; Romeu Zema (Novo), com 2,4%; Renan Santos (Missão), com 2,1%; e Augusto Cury (Avante), com 1,6%. Outros nomes somam 4,1%. Os eleitores que não sabem em quem votar chegam a 9,1%, enquanto brancos e nulos representam 5,7%.
A pesquisa também simulou um segundo turno entre Haddad e Flávio Bolsonaro. Nesse confronto direto, o ex-ministro da Fazenda aparece com 42%, contra 41,5% do senador. Brancos e nulos somam 8%, e os indecisos chegam a 8,5%.

O empate numérico dentro da margem de erro mostra um cenário apertado, mas reforça a dificuldade de Flávio em consolidar vantagem mesmo sem Lula na disputa. A rodada anterior, feita em fevereiro, indicava Haddad com 41,8% e Flávio com 40%, também em cenário de segundo turno.
O caso “Dark Horse” entrou no centro da crise política de Flávio após a divulgação de áudios em que o senador cobra recursos de Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O ex-banqueiro é investigado no caso Banco Master, e a relação com Flávio passou a ser explorada por adversários dentro e fora da direita.
A pesquisa também mediu rejeição. Lula lidera o índice, com 46,7% dos eleitores dizendo que não votariam nele “de jeito nenhum”. Haddad aparece em seguida, com 42%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 39,8%. Michelle Bolsonaro registra 26%, e Romeu Zema, 18%.
O analista político Dawisson Belém Lopes escreveu em sua conta no X que é inegável a relação dos escândalos do “Dark Horse” com “derretimento” da campanha de Flávio, embora alguns jornais da imprensa tradicional tentem disfarçar isso, mencionando a Folha de S.Paulo.
“Não consigo me lembrar de mudança de rumo tão significativa desde o derretimento da Marina, em 2014. Lembrando que, quando Jair Bolsonaro leva a facada, em 2018, ele já estava em ascensão nas pesquisas”, comentou Lopes.
Para ele, não faz nenhum sentido minimizar o impacto do escândalo com Vorcaro, ainda mais considerando “um contexto de dita superpolarização, com alegada cristalização das preferências eleitorais, ver um deslocamento de 7 pontos percentuais entre os principais candidatos, em apenas 2 semanas, é impressionante”.
De acordo com as boas empresas que fazem pesquisas de opinião (grupo em que incluo a Ideia), Lula estava 1 ou 2 pp atrás de Flávio B. nas simulações de 2o turno. Agora, está 5 pp à frente. Isso tudo no intervalo de 2 semanas. Não consigo me lembrar de mudança de rumo tão… https://t.co/jbeoSrNVT7
— Dawisson Belém Lopes (@dbelemlopes) May 28, 2026
O Instituto Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas por telefone entre 23 e 27 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/efeito-dark-horse-flavio-bolsonaro-tambem-perde-para-haddad-nos-1-e-2-turnos-diz-meio-ideia/

