Dado revelado na pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (21), sobre a fidelidade do eleitor de Flávio Bolsonaro (PL) vai incendiar as convenções partidárias de siglas do Centrão, que seguem divididas entre apoio ao senador, neutralidade ou até mesmo tentadas a lançar uma alternativa à candidatura imposta pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a pesquisa, 67% dos eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro dizem que o trocariam “caso perceba que ele não tem condições de vencer o candidato a que mais rejeita” – no caso, Lula, majoritariamente.
Em termos comparativos, apenas 27% dizem que trocariam Lula – 73% afirmam que não deixariam o ex-presidente, caso tenha um candidato com mais condições de vencer aquele que mais rejeita”.
Candidato do Missão, partido do MBL, Renan Santos tem a segunda maior “fidelidade” eleitoral. Com 9% das intenções de votos na pesquisa, o MBL pode ser trocado por 45% de seus eleitores – 55% dizem que não trocariam.
Já Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) superam Flávio Bolsonaro. Segundo o estudo, 82% trocariam o ex-governador mineiro por outro candidato. Entre os que declaram voto em Caiado, 80% estão disposto a traí-lo.
Segundo voto
A Real Time ainda mediu para onde iriam esses votos de Flávio Bolsonaro. Segundo a pesquisa, Caiado é apontado como segundo voto de 25% dos eleitores de Flávio Bolsonaro.
Em seguida vem Renan Santos, que herdaria 22% dos votos, e Romeu Zema, com 20%. Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa ficaria com outros 10%.
Lula receberia 5% dos votos do principal adversários, mesmo percentual que migraria para Augusto Cury (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza).

Convenções
O dado da pesquisa tem potencial de incendiar as convenções do Republicanos, de Tarcísio Gomes de Freitas e Marcos Pereira, e da federação PP-União Brasil, de Antônio Rueda e Ciro Nogueira, que resistem a aderir à candidatura Flávio Bolsonaro.
Com o tempo cada vez mais escasso, Ciro Nogueira aposta em candidatura da federação que pode rachar definitivamente a oposição a Lula. Já Marcos Pereira, que comanda o braço político de Edir Macedo, tem aumentado o “preço” para apoiar o “01” de Jair Bolsonaro.
Nesta quarta-feira (22), Nogueira deve formalizar o convite à senadora e ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro, Tereza Cristina, para que seja a presidenciável da federação.
Antes, nesta terça-feira (21), Tereza Cristina deve se reunir com Valdemar da Costa Neto para oferecer a ela o segundo posto na chapa de Flávio Bolsonaro, que já verbalizou que a ex-ministra seria “a vice dos sonhos”.
Já Marcos Pereira se reuniu na semana passada com Flávio Bolsonaro, sem acordo. Além de pleitear uma cadeira para ele no Supremo Tribunal Federal, o bispo licenciado da Universal quer que o senador desista da reeleição, caso seja presidente, para dar lugar a Tarcísio de Freitas em 2030. A possível aliança ainda encontra entraves em dois estados.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/real-time-trairiam-flavio-bolsonaro/

