Fachin promete resposta à crise no STF

Edson Fachin fala ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto. Foto: Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta sexta (4) que não haverá omissão diante da crise entre ministros da Corte e defendeu como metas urgentes a criação de um código de ética, a modernização da Justiça e o encerramento do inquérito das fake news, relatado por Alexandre de Moraes.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, Fachin afirmou que a reação institucional será “firme, proporcional e rigorosa”. Ao mesmo tempo, advertiu que “a gravidade dos fatos não autoriza atalhos” e pediu que a apuração avance sem precipitação.

“Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. Instituições precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão”, disse o presidente do STF. O discurso ocorreu durante a sanção de medidas ligadas a fundos do sistema de Justiça.

Na quinta (3), Fachin pediu explicações a Moraes e André Mendonça sobre o embate que se agravou após um relatório da Polícia Federal expor contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Moraes e Mendonça divergem sobre investigação do Banco Master

André Mendonça, relator das fraudes atribuídas ao Banco Master, divulgou o documento da PF e solicitou que Fachin leve os indícios envolvendo Moraes ao plenário. A proposta busca submeter aos ministros a decisão sobre a abertura ou não de inquérito contra o colega.

Moraes, por sua vez, defende que Mendonça seja investigado por abuso de poder. O ministro acusa o colega de direcionar a apuração sobre o Banco Master para encontrar elementos contra integrantes do Supremo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participou da cerimônia, cobrou que Fachin e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, tranquilizem a população “sem tentar esconder nada”. Na noite anterior, Lula também afirmou que todos devem ser investigados, sem blindagem e “doa a quem doer”.

O ministro Flávio Dino declarou nas redes sociais que o STF “é maior do que qualquer um que o integra”. Gilmar Mendes também propôs a Fachin impedir a atuação de delegados da Polícia Federal nos gabinetes de ministros, sob o argumento de que essa proximidade pode abrir espaço para interferências indevidas e direcionamento de investigações.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-fachin-promete-resposta-a-crise-no-stf-e-defende-fim-do-inquerito-das-fake-news/