Documento falso da PF: Sâmia denuncia Nikolas à PGR após postagem sobre caso Master

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) apresentou uma notícia de fato à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Nikolas Ferreira (PL-MG) após o parlamentar publicar nas redes sociais um documento falso atribuído à Polícia Federal sobre as investigações envolvendo o Banco Master. O deputado reconheceu posteriormente que o material era falsificado e apagou a publicação.

Como a revista Fórum mostrou, o documento divulgado por Nikolas simulava uma manifestação oficial da PF e sugeria que não haveria indícios de crime nas conversas mantidas entre o deputado e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A publicação gerou questionamentos sobre a autenticidade do conteúdo. Após a repercussão, Nikolas admitiu que o documento não era verdadeiro e retirou o material de suas redes sociais.

Sâmia aponta risco de impacto no debate eleitoral

Na representação encaminhada à PGR, a deputada do PSOL afirma que a divulgação de um documento falso ganha maior gravidade por envolver uma investigação de interesse público e ocorrer durante o período eleitoral de 2026.

Sâmia argumenta que a circulação de informações sem comprovação pode comprometer a qualidade do debate público, especialmente quando parte de uma autoridade com grande alcance nas plataformas digitais.

A parlamentar também destaca que Nikolas disputa a reeleição para a Câmara dos Deputados e que o episódio acontece em meio ao avanço das investigações relacionadas ao caso Master.

Pedido inclui apuração e medidas sobre publicações

A notícia de fato solicita que a PGR apure as circunstâncias da divulgação e adote providências consideradas necessárias diante do episódio. Entre os pedidos apresentados está a retirada de conteúdos que possam conter informações falsas.

A deputada sustenta que, mesmo tendo permanecido pouco tempo no ar, a publicação poderia alcançar um grande número de pessoas devido à audiência das redes sociais do parlamentar.

A legislação brasileira prevê punições para a falsificação de documento público, com possibilidade de pena de dois a seis anos de prisão, além de multa, conforme o Código Penal.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/samia-nikolas-pgr/