“Deixar o governo por ministério no Lula 4 nunca foi cogitado, avalia Rafael Fonteles

Foto: Reprodução/Redes sociais –

Em entrevista à GloboNews, o governador do Piauí afirmou que pretende ser diplomado em janeiro e que nunca tratou de política econômica com Lula

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), afirmou que nunca cogitou deixar o governo para assumir um ministério no quarto mandato do presidente Lula (PT). A declaração foi dada em entrevista à GloboNews, na tarde desta segunda-feira (26). Coordenador de campanha na virada do segundo turno, ele disse que pretende ser diplomado em janeiro para exercer o cargo de governador.

Fonteles declarou que nunca ocorreu de um governador eleito deixar o cargo, antes de assumir o governo, para ocupar um ministério. Segundo ele, a intenção é contribuir com Lula a partir do Piauí.

“Isso não passa pela minha cabeça. Eu nem tenho como cogitar uma hipótese dessas. Eu tô para contribuir com Lula, como meu pai fez. Eu tenho 40 anos de idade. Essa relação de proximidade ficou mais forte no segundo turno, mas nunca tratamos disso. Eu espero ser diplomado pela Justiça Eleitoral e contribuir para o povo do Piauí”, declarou.

Política econômica e mercado

Questionado sobre como seria a política econômica de Lula no quarto mandato, o governador afirmou que nunca conversou com o presidente sobre o tema e que sua contribuição até agora foi o apoio à reeleição. Atribuiu a queda na bolsa às projeções de investidores que apostavam na vitória de outro candidato.

“Nunca tratei com o presidente Lula sobre política econômica. Cheguei para apoiar nesse cenário. Eu vejo com naturalidade esse cenário do mercado, que estava precificando uma vitória para o outro candidato. Obviamente, há uma análise por parte dos investidores diferente da que estavam prevendo, e houve estresse. Precisamos esperar alguns dias para ver o movimento desses investidores”, declarou.

Fonteles foi enfático ao dizer que confia na política econômica que Lula escolherá para os próximos anos. Citou que, nos dois primeiros mandatos, houve superávit primário e que, no último, o presidente melhorou o cenário econômico que encontrou ao assumir. “Ele tem compromisso, ele não é presidente apenas dos que estão no mercado, mas com todos.”

A mudança para a vitória

De acordo com o governador, os gestores que se posicionaram melhor nas campanhas no primeiro turno, como Camilo Santana, no Ceará, e Rui Costa, na Bahia, estavam focados em fazer o presidente se conectar com a população, por meio das ruas, com a juventude e no ambiente digital.

“O presidente conseguiu se conectar mais com a população no segundo turno, usando mais as redes sociais e nas ruas. Uma coisa alimenta a outra. Foi muito mais fácil defender o projeto e os riscos da outra candidatura, para fazer um quarto mandato ainda melhor”, declarou.