Denúncias de assédio eleitoral disparam no 2º turno e chegam a quase 2 mil

Foto: Karime Xavier/Folhapress

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 946 denúncias de assédio eleitoral entre o primeiro e o segundo turnos, quase metade das 1.937 queixas reunidas no balanço divulgado na segunda-feira (26). Os registros envolvem pressões sobre trabalhadores para influenciar escolhas políticas ou impedir o exercício do voto. A maior parte das denúncias diz respeito à disputa presidencial.

As queixas apresentadas entre as duas votações correspondem a 48,8% do total desse levantamento. Os outros 991 registros representam 51,2%. A divisão retrata o período de recebimento das denúncias, sem discriminar modalidades de assédio nem indicar que todas as suspeitas já foram comprovadas.

A atuação do MPT durante o processo eleitoral resultou em 59 ações civis públicas, 52 liminares e 53 termos de ajuste de conduta. As liminares são decisões provisórias, enquanto os acordos estabelecem compromissos para impedir interferências na escolha dos empregados. São medidas distintas, que podem se referir a um mesmo caso.

MPT
Foto: Arte/DCM

Em Goiás, a Justiça do Trabalho barrou uma iniciativa do empresário Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás, que ofereceu uma viagem a Caldas Novas, com despesas pagas, a mil apoiadores de Lula. Segundo a apuração relatada pelo MPT, a proposta buscava afastá-los da votação. A liminar previu multa de R$ 100 mil por trabalhador encontrado na situação.

Em São Paulo, a Justiça proibiu a prefeitura de coagir servidores a participar de atos políticos. A investigação foi aberta após uma reunião com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), comissionados e dirigentes municipais. A denúncia relatava convocação para um ato de Flávio Bolsonaro (PL), cobrança de fotos para comprovar presença e ameaças de perda de cargo. A multa por descumprimento foi fixada em R$ 50 mil por dia.

Na Bahia, a rede Total Atacado teve de adotar uma escala que garantisse aos funcionários o direito de votar. A medida foi determinada por liminar após denúncias de que trabalhadores de lojas em Salvador e Lauro de Freitas não haviam sido liberados no primeiro turno, conforme a Agência Brasil.

No recorte por estado do balanço do MPT, São Paulo concentrou 350 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169. O órgão manteve equipes de plantão durante a campanha para atuar nos casos urgentes e buscar medidas que preservassem a liberdade de voto dos trabalhadores.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/denuncias-de-assedio-eleitoral-disparam-no-2o-turno-e-chegam-a-quase-2-mil/