Novamente na mira da Polícia Federal (PF), Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes tentar se explicar sobre o destino dos US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) enviados por Daniel Vorcaro ao Havengate Development Fund LP, fundo de investimentos registrado no Texas e que tem como agente legal Paulo Calixto, advogado que atua para o filho “02” de Jair Bolsonaro (PL) nos EUA.
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Em entrevista a GloboNews nesta quinta-feira (15), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confessou que o dinheiro repassado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, supostamente para o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, foram direcionados a um fundo nos Estados Unidos administrado pelo advogado de seu irmão.
Flávio se enrolou para responder a uma pergunta sobre o destino do dinheiro, insistindo que, apesar de os recursos terem sido, a princípio, direcionados ao fundo, teria sido usado na produção do longa, negando qualquer relação com despesas pessoais ou ações políticas de Eduardo nos EUA.
“Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, afirmou, contrariando a própria produtora.
Produtor-executivo do longa, Mario Frias (PL-SP) chegou a declarar nas redes sociais que não haveria “um centavo do Master” no filme, levantando suspeitas sobre o desvio dos milhões de dólares. Após Flávio encampar a narrativa de que o dinheiro foi usado no filme, Frias voltou atrás.
“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta”, se contradisse o deputado, que deve encontrar com Eduardo Bolsonaro no Bahrein nos próximos dias.
“História tosca”
Em publicação nas redes sociais no fim da noite desta quinta-feira (14), Eduardo Bolsonaro classificou os indícios, investigados pela PF, de que estaria sendo sustentado por Vorcaro nos EUA como “história tosca”.
“A história que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca”, escreveu.
No entanto, o filho “02” de Bolsonaro admite que o advogado Paulo Calixto cuida do fundo e de “gestão de patrimônio”.
“O advogado tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado. Seu escritório atua em gestão de patrimônio e fundo de investimento há mais de uma década. A parte de migração é apenas um departamento deles, devido a necessidade de clientes de alto nível migrar o capital e residência para o local de seus investimentos”, escreveu, sobre a ajuda que obteve de Calixto durante a fuga aos EUA.
Eduardo ainda afirma que o clã não é “dono” do filme sobre o pai e empurra a responsabilidade para Mário Frias.
“Nós não somos donos do filme, mas sim os mais de uma dezena de investidores. O escritório cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos. Apresentei ele ao Mário, que estava procurando investidores para o filme, por saber da sua competência. Gostariam que apresentassem advogados petistas e que não conheço?”, indagou.
O deputado cassado ainda afirmou que “o filme não é um produto inexistente ou um serviço fake de advocacia, é um produto real com grandes estrelas” e reiterou que “tudo não passa de uma tentativa tosca de assassinato de reputação, que tenta atrelar ilicitude em patrocínio para um filme”.
https://x.com/BolsonaroSP/status/2055083285387063789
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/dolares-de-vorcaro-eduardo-bolsonaro-eua/

