A covardia. O ex-deputado federal condenado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) adotou mais uma vez a estratégia preferida da família. Ao invés de se manifestar diretamente após o vídeo da madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, resolveu escalar a palavra de terceiros para tal.
Em vez de gravar um pronunciamento ou manifestar diretamente a sua opinião em defesa do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ele preferiu compartilhar publicações de influenciadores e comentaristas alinhados ao bolsonarismo. Entre vários, compartilhou posts de Kim Paim e Paulo Figueiredo, que fizeram duras críticas à ex-primeira-dama.
Apesar de tentar evitar um enfrentamento direto com Michelle, e consequentemente com o pai, o ex-presidente preso e condenado Jair Bolsonaro, ele usou terceiros. Apesar disso, o compartilhamento das publicações deixou claro a aliados o aval público às manifestações contra a ex-primeira-dama.
“Liderança madura”
Ao longo do dia, Eduardo também concentrou suas manifestações na defesa de Flávio Bolsonaro. O deputado repostou mensagens que classificavam o senador como uma “liderança madura” e criticavam a forma como Michelle tornou público o desentendimento familiar.
Em outra publicação, Eduardo reforçou uma mensagem já divulgada anteriormente, afirmando que “não se faz política com o fígado”. A frase foi interpretada por aliados como uma alfinetada direcionada à ex-primeira-dama, que se opõe a alianças políticas articuladas por Flávio Bolsonaro no Ceará.
Vídeo expôs racha na família Bolsonaro
A crise teve início após Michelle Bolsonaro divulgar um vídeo nas redes sociais em que afirmou ter sido “humilhada” e “maltratada” por Flávio Bolsonaro durante uma conversa telefônica.
Segundo a ex-primeira-dama, o senador teria dito que ela “havia chegado ontem e não entendia nada de política”, frase que desencadeou uma nova disputa interna no grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O episódio evidenciou a crescente disputa por protagonismo dentro do PL e do bolsonarismo entre os filhos biológicos do ex-presidente e o grupo mais próximo de Michelle Bolsonaro, em meio às articulações para a sucessão presidencial de 2026.
A opção de Eduardo por atuar por meio de compartilhamentos e mensagens de terceiros, em vez de se posicionar diretamente sobre o episódio, também passou a ser alvo de críticas entre aliados e adversários, que enxergaram na estratégia uma tentativa de participar do embate sem assumir publicamente o confronto com a ex-primeira-dama.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/eduardo-bolsonaro-influenciador-atacar-michelle/

