Em defesa de Bolsonaro, PL ameaça guerra contra Motta e Alcolumbre

Uma ala do Partido Liberal (PL) de Jair Bolsonaro ameaça deflagrar uma guerra aberta contra os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP). Esse grupo, visto como o mais radical do partido, considera tornar os chefes do Legislativo os alvos das campanhas de rua e digital, que serão travadas pela sigla contra as medidas restritivas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente.

A operação da Polícia Federal (PF) contra Bolsonaro, na sexta-feira (18/7), gerou uma mobilização especial por parte de parlamentares do PL. Para organizar uma resposta coordenada, a oposição ainda tentou derrubar o recesso parlamentar, mas a ideia foi prontamente rejeitada por Motta e Alcolumbre.

Na segunda-feira (21/7), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), apontou que as tarefas seriam divididas nos eixos de alinhamento da comunicação do PL, “mobilizações internas na Câmara e Senado” e uma ação nacional para “dar voz ao presidente Bolsonaro”.

A ala radical do PL, no entanto, defende uma guerra nas redes sociais, que pode progredir para ações nas ruas contra Motta e Alcolumbre. O objetivo seria garantir as pautas do grupo no Legislativo, como a anistia aos presos do 8 de Janeiro e o fim do foro privilegiado. Além disso, os parlamentares devem pressionar, especialmente, o presidente do Senado para que ele paute os pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

4 imagensHugo Motta e Davi Alcolumbre entraram na mira de TrumpHugo MottaFechar modal.1 de 4

Deputados da oposição protestaram com bandeira em defesa de Trump após cancelamento de sessões

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Hugo Motta e Davi Alcolumbre entraram na mira de Trump

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Hugo Motta

Jonas Pereira/Agência Senado4 de 4

Montagem sobre fotos de Vinicius Schimidt/Metrópoles

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Inspiração na ala governista

Os membros mais radicais do Partido Liberal buscam referência, até mesmo, no outro lado ideológico. Isso, porque bolsonaristas se inspiraram na estratégia do governo federal, que pressionou Motta e a oposição nas redes sociais, e acabou conseguindo, por conta de uma decisão de Moraes, um final favorável em relação ao IOF.

Por outro lado, a ala menos radical do PL defende que um conflito aberto contra Motta e Alcolumbre iria representar um prejuízo para o partido, que pode ficar cada vez mais isolado dentro do Congresso Nacional.

Ao chegar ao Brasil nessa quarta-feira (23/7), depois de uma viagem a Portugal, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que uma possível sanção dos Estados Unidos a Motta e Alcolumbre, assim como ocorreu contra ministros do STF, com a suspensão de vistos, poderia atrapalhar o andamento das pautas da oposição no Congresso.

O governo Trump estaria cogitando estender as sanções aos líderes do Legislativo, conforme noticiou a coluna Paulo Cappelli, do Metrópoles, nessa quarta.

Flávio acredita que uma das razões que possa ter levado o governo norte-americano a avaliar as sanções foi uma possível omissão de Alcolumbre sobre pautar a votação do impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: https://www.metropoles.com/brasil/em-defesa-de-bolsonaro-pl-ameaca-guerra-contra-motta-e-alcolumbre