A reprovação do Senado à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) continua repercutindo entre os Três Poderes. Com 34 votos favoráveis e 42 contrários, o atual advogado-geral da União (AGU) foi protagonista do primeiro caso de recomendação à Corte a ser rejeitada pelo Poder Legislativo em 132 anos.
No final da manhã desta quinta-feira (30), Gilmar Mendes, ministro do STF, usou as redes sociais para comentar o resultado surpreendente.
“O Senado Federal exerceu, com a soberania que lhe é própria, sua prerrogativa constitucional de sabatinar e deliberar sobre nomes indicados ao STF — missão centenária que deve ser pautada pelo interesse público e pelos requisitos do cargo”, iniciou o magistrado.
Em seguida, teceu inúmeros elogios a Messias. “A decisão do Senado deve ser respeitada. Faço questão, contudo, de prestar meu reconhecimento ao Advogado-Geral da União, Jorge Messias. Trata-se de um dos maiores juristas da história recente do Brasil, cuja trajetória, marcada por dignidade, retidão e dedicação ao serviço público, fala por si”, destacou Gilmar.
“Sempre afirmei publicamente que ele reúne as credenciais exigidas para a magistratura, e mantenho essa posição. Ao longo de cinco meses, o indicado submeteu-se a rigoroso escrutínio público, em meio a turbulências e, por vezes, a graves ataques à sua honra. Portou-se, em todos os momentos, com coragem, dignidade e humildade. A história saberá fazer justiça à sua trajetória, diante do seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e dos relevantes serviços que já prestou às instituições. O Brasil ganha em tê-lo onde estiver”, acrescentou o ministro.
https://x.com/gilmarmendes/status/2049852828559028532
Crise e batalha
A derrota, para alguns humilhante, do atual advogado-geral da União (AGU) não representa apenas um revés pessoal para o jurista ou uma perda política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; ela fratura uma tradição de conformidade que perdurava desde 1894.
O resultado expõe uma crise de articulação sem precedentes no Palácio do Planalto e marca o auge de uma resistência institucional que transformou a indicação de Messias na batalha mais árdua e trabalhosa da história contemporânea do país.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/gilmar-mendes-historia-justica-trajetoria-messias/

