Lula x Bolsonaro: governo petista foi melhor para os investidores, mostra levantamento

Um levantamento da consultoria Elos Ayta, especializada em inteligência e análise de dados do mercado financeiro, divulgado pela revista Veja, mostra que o terceiro mandato do presidente Lula (PT) teve rentabilidade acumulada superior à do governo de Jair Bolsonaro (PL) nos indicadores mais relevantes para o mercado financeiro, incluindo a Bolsa, os dividendos e o CDI.

O estudo da Elos Ayta considera os dados do mercado até o fechamento do dia 15 de setembro de 2026. Segundo a consultoria, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, acumulou valorização de 69,96% desde o início do terceiro governo Lula, em janeiro de 2023, contra 24,86% durante os quatro anos da gestão Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

O resultado também favorece o atual governo no Índice Dividendos (IDIV), que avançou 82,78% no período de Lula, ante 51,51% no mandato anterior.

O IDIV da B3 mede o desempenho das cotações de ações e units de empresas listadas na Bolsa de Valores, considerando critérios relacionados à remuneração paga aos investidores por meio de dividendos e juros sobre o capital próprio. Ou seja, serve como termômetro para investidores interessados na geração de renda passiva.

Na renda fixa, tipo de investimento que gera remuneração conforme regras previamente estabelecidas ao emprestar recursos a uma instituição, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), referência para diversas aplicações financeiras, acumulou retorno de 57,46% desde janeiro de 2023, mais que o dobro dos 27,79% registrados durante o governo Bolsonaro.

O levantamento também aponta desempenho superior no governo Lula para outros indicadores, como os recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na B3 e os títulos públicos acompanhados pelo IMA-Geral.

Os resultados dos mercados dependem de uma combinação de fatores internos e externos, como juros, inflação, crescimento econômico, lucros das empresas e fluxo de capitais estrangeiros.

Sob Lula 3, o investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil atingiu um patamar recorde de US$ 89,3 bilhões acumulados em 12 meses, até meados de 2026, impulsionado por aportes em infraestrutura, tecnologia e transição energética. O país também alcançou a marca histórica de US$ 1,141 trilhão de IED, o equivalente a 46,6% do PIB.

Em 2025, além disso, o IED somou US$ 77,67 bilhões e fez do Brasil o terceiro maior destino global dos investimentos, de acordo com dados divulgados pela OCDE.

A inflação também foi menor no recorte do terceiro governo Lula: 17,90%, ante 26,93% no período Bolsonaro. Uma inflação menor representa uma elevação mais moderada do nível geral de preços ao consumidor.

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O IMA-Geral, índice que acompanha o desempenho de uma carteira de títulos públicos federais e serve como referência para investimentos em renda fixa no Brasil, avançou 51,20% no governo Lula e 31,57% no governo Bolsonaro. O indicador reflete tanto a remuneração dos títulos quanto as oscilações de seus preços no mercado.

O levantamento aponta valorização de 34,66% do dólar durante o governo Bolsonaro. No terceiro mandato de Lula, a moeda americana acumulava queda de 1,32% até 15 de setembro de 2026.

Já o euro teve valorização de 25,47% no governo Bolsonaro e de 6,71% sob Lula.

Quando o dólar se valoriza em relação ao real, produtos importados e insumos cotados na moeda americana tendem a ficar mais caros em reais. Por outro lado, a desvalorização do real pode aumentar a competitividade dos exportadores brasileiros e elevar, em moeda nacional, a receita de empresas que recebem em dólares.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/lula-x-bolsonaro-investidores/