Eleições 2026: PDT cobra Haddad por vaga de suplente de Marina Silva

A convenção estadual do PDT em São Paulo, realizada nesta sexta-feira (24) para oficializar apoio à pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado, também contou com recados enviados pela legenda fundada por Leonel Brizola. O alvo era a coordenação da chapa liderada pelo PT, que ainda não definiu quem ocupará a primeira suplência da candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado.

O PDT quer o espaço para Antônio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). O problema é que o PSOL também disputa a vaga, com o ex-deputado Ivan Valente como nome mais cotado. Nos bastidores, os pedetistas chegaram a ser sondados sobre a possibilidade de ficar apenas com a segunda suplência, segundo o jornal O Globo. A proposta teria irritado a direção pedetista.

Presente no evento, Haddad evitou se comprometer com as demandas. “Eles estão negociando, tem as suplências e o apoio para a chapa proporcional. Vamos fazer força para o PDT crescer em São Paulo”, disse o pré-candidato petista, sem fechar questão.

“Segunda categoria”

Outros dirigentes foram mais diretos nas cobranças. “Não é justo tratar o PDT de São Paulo como um partido de segunda categoria. A história do PDT tem que ser respeitada”, declarou Marcelo Barbieri, lembrando que o partido também ficou de fora da vice de Haddad, entregue ao PSB na figura do ex-governador paulista a ex-ministro de Lula, Márcio França.

Lupi declarou apoio “incondicional” a Haddad, mas deixou o desfecho da suplência em aberto. “Vamos delegar a competência à executiva para discutir isso. O que está certo hoje é o apoio ao Haddad.”

A disputa tem um grande peso estratégico, já que o primeiro suplente pode assumir o mandato caso Marina Silva retorne a um eventual ministério num quarto governo Lula.

Disputa pelas suplências

Além de propor Neto como suplente de Marina, o PDT também lançou o nome de Barbieri para a suplência de Simone Tebet (PSB).

Contudo, a suplência de Tebet também é cobiçada pelo PT. Entre os nomes que pleiteiam a vaga, o mais recente a se lançar publicamente é o do historiador e professor da UFABC Ramatis Jacino, fundador do PT, da CUT e do Movimento Negro Unificado (MNU). Operário gráfico antes de se tornar professor universitário, Jacino afirma que sua candidatura tem respaldo em setores da militância petista que defendem maior equilíbrio político na chapa.

Além de Jacino, disputam a suplência o ex-deputado Vicentinho, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, e a vereadora Ana Nice, negra e metalúrgica, que enviou uma carta ao diretório estadual se colocando à disposição para ocupar a vaga.

Outra ala do partido aposta em Laio Morais, ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, e no advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas. Segundo o Metrópoles, Carvalho teria dito a interlocutores que apoia o nome de Morais como suplente.

O prazo final para a definição das chapas é 4 de agosto.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/pdt-haddad-suplente-marina-silva/