Pesquisa no RS: o detalhe que pode mudar o jogo entre Edegar Pretto e Juliana Brizola

Um levantamento divulgado nesta terça-feira (31) pelo Instituto Methodus mostra como está a atual situação da disputa pelo governo do estado no Rio Grande do Sul e também coloca uma “pulga atrás da orelha” em relação à estratégia a ser adotada pelo campo progressista.

A vontade da direção nacional do PT era formar uma aliança com o PDT, com o ex-deputado estadual e presidente da Conab, Edegar Pretto, abrindo mão de sua pré-candidatura em prol da também ex-deputada estadual Juliana Brizola. Mesmo assim, nesta segunda (30), Edegar se encontrou com o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, em Brasília, e retornou a Porto Alegre afirmando ao Zero Hora que não haverá intervenção para forçar uma aliança com os pedetistas.

E, segundo a pesquisa Methodus, nos cenários analisados em que há apenas o petista ou a pedetista, a correlação de forças não se altera de forma substantiva. Nenhum dos dois tem um grande crescimento na ausência do outro.

Cenários da pesquisa

Na primeiro cenário analisado pelo Methodus, Edegar Pretto (PT) lidera numericamente 21,3% das intenções de voto, seguido pelo deputado federal bolsonarista Zucco (PL), com 19,4%, e Juliana Brizola (PDT) com 18,2%. Os três estão em situação de empate técnico pela margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

O vice-governador Gabriel Souza (MDB) aparece com 8,4%, Marcelo Maranata (PSDB) tem 4,0% e Evandro Augusto (Missão) alcança 2,6%. Votos em branco e nulos somam 12,5%, e 13,6% dos entrevistados dizem não saber em quem votar.

Já na simulação que não tem Juliana Brizola, Edegar Pretto tem 25,3%, seguido por Zucco (PL), com 23,0%. Gabriel Souza tem 11,8%, enquanto Marcelo Maranata chega a 7,1% e Evandro Augusto anota 2,8%. Votos em branco e nulos totalizam 15,4%, e 14,6% dos entrevistados declararam não saber em quem votar.

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No cenário sem Edegar Pretto, Juliana Brizola aparece com 25,7% e Zucco (PL), com 23,5%. Gabriel Souza tem 11,0%, Marcelo Maranata chega a 5,9% e Evandro Augusto a 3,9%. Votos em branco e nulos são 15,9% e 14,1% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

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Limitação na transferência de votos

Os cenários apontam que a retirada de um dos dois principais nomes do campo progressista não resulta em uma transferência proporcional de votos de um para o outro, não produzindo uma concentração significativa no nome que sobra na disputa.

“Esse comportamento revela que os eleitores de Juliana e Edegar não se somam automaticamente na ausência de um ou de outro, sugerindo bases eleitorais com identidade própria e baixo intercambio entre si”, diz o relatório da pesquisa.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/pesquisa-no-rs-o-detalhe-que-pode-mudar-o-jogo-entre-edegar-pretto-e-juliana-brizola/