O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos Estados Unidos há mais de um ano, confirmou nesta terça-feira (5) um arranjo político que o coloca como primeiro suplente do deputado estadual André do Prado (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que será candidato ao Senado pela legenda. A segunda vaga de suplente ficará com o ex-prefeito de Holambra, Fernando Fiori de Godoy.
A escolha de Prado, considerado um nome da direita tradicional, foi justificada por Eduardo em suas redes sociais. Segundo o ex-deputado, o aliado possui “32 anos de vida pública” e é “ficha limpa”, destacando que o presidente da Alesp “nunca se envolveu em escândalos de corrupção e não responde a processos no STF ou em outros tribunais”.
Um dos argumentos usados chama a atenção, já que o próprio Eduardo Bolsonaro responde a uma ação penal no Supremo, acusado pelos crimes de obstrução de Justiça e coação no curso de processo judicial.
Além do histórico apontado por Eduardo, a capacidade de articulação política de Prado teria sido outro fator decisivo para a aliança. O ex-deputado ressaltou que o colega de partido “entrega resultado” e aprovou todas as matérias pautadas no Legislativo paulista, “dando sustentação ao governo de Tarcísio de Freitas”, além de manter uma boa relação com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).
O objetivo por trás da manobra de Eduardo Bolsonaro
Em sua postagem, Eduardo também mencionou a capilaridade de Prado junto aos prefeitos, que fortaleceria a pré-candidatura do irmão à Presidência da República. “Tem capilaridade em todo o estado, com diálogo direto com centenas de prefeitos de diferentes partidos, isso dá musculatura política e fortalece o projeto Flávio Bolsonaro 2026”, pontuou.
O ex-deputado afirmou que a união de forças serve para “livrar o país da tirania que prende senhorinha inocente e deixa tantas famílias exiladas”, em uma referência aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
A própria condição de autoexílio de Eduardo ditou os rumos da negociação, uma vez que ele não explicou se pretende retornar ao Brasil para a campanha. No vídeo que acompanha a postagem, ele lamentou sua situação. “Nós sabemos da minha condição atual, gostaria muito de estar no Brasil, mas no nosso projeto atual, o André do Prado se encaixa perfeitamente. Vai ser a união de várias forças para bem nos representar, principalmente nas pautas que são inegociáveis para nós, que vocês bem sabem que é a liberdade”, pregou.
Para consolidar o nome de André do Prado, que teve o aval direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo precisou contornar outros aliados da ala considerada mais radical. Ele agradeceu publicamente a figuras como Mario Frias, Gil Diniz, Marco Feliciano e Rosana Valle, que também pleiteavam a pré-candidatura ao Senado, pedindo que todos joguem juntos para que São Paulo seja uma “base aliada fortíssima” na tentativa de “libertar o país”.
https://www.instagram.com/reels/DX-BWVXvdzG/
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/plano-eduardo-bolsonaro-senado/

