O mais recente levantamento do instituto Quaest, divulgado nesta segunda-feira (7), aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) permanece na liderança do índice de rejeição entre os postulantes ao Palácio do Planalto. O candidato da extrema direita ostenta o maior percentual de resistência do eleitorado, superando numericamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no quesito que mede a recusa prévia do votante em depositar seu voto nas urnas.
Para além do potencial de captação de votos, o indicador de rejeição é tido por analistas e estrategistas políticos como uma variável decisiva e estratégica no pleito majoritário. Em uma eleição presidencial de dois turnos, o teto eleitoral de um candidato é diretamente delimitado pelo seu nível de vetos. Um índice de recusa elevado atua como uma barreira natural ao crescimento, dificultando a atração de eleitores indecisos e a construção de alianças com a terceira via. Em cenários de forte polarização, vence comumente não o nome mais entusiasmado por sua base, mas aquele que consegue se tornar menos indisposto perante a maioria do eleitorado, tornando o índice de rejeição um termômetro vital sobre o teto funcional de cada candidatura.
Na métrica aplicada pela Quaest, os entrevistados são consultados se não conhecem determinado concorrente, se o conhecem e admitem a possibilidade de votar nele, ou se o conhecem e não votariam de forma alguma. A soma daqueles que declaram veto absoluto consolida o percentual de rejeição individual de cada nome na disputa.
Veja os números:
- Flávio Bolsonaro (PL): 55% (eram 55% em 2 de setembro)
- Lula (PT): 53% (eram 53%)
- Pablo Marçal (PRTB): 45% (eram 44%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 41% (eram 40%)
- Romeu Zema (Novo): 39% (eram 38%)
- Renan Santos (Missão): 29% (eram 28%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 26% (eram 25%)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 23% (eram 23%)
- Edmilson Costa (PCB): 11% (eram 11%)
- Samara Martins (UP): 11% (eram 11%)
- Hertz Dias (PSTU): 10% (eram 10%)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 10% (eram 10%)
- Clariana Barão (DC): 7% (eram 7%)
Metodologia e ficha técnica
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo. A coleta de dados foi realizada em âmbito nacional entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026, abarcando 2.004 entrevistas presenciais com cidadãos a partir de 16 anos. O levantamento conta com margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança estatística de 95% e encontra-se registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a identificação BR-01720/2026.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/quaest-rejeicao-flavio-bolsonaro-maior-lula/

