O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou em entrevista exclusiva ao Fórum Café na manhã desta sexta-feira (27) que vai indagar o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), se é ele o parlamentar citado por André Valadão em conversa por WhatsApp, que revelaria uma suposta blindagem ao pastor da igreja Lagoinha, cuja ONG, Fundação Oásis, recebeu mais de R$ 3,6 milhões em emendas do político mineiro.
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Correia afirma que a base governista na CPMI vai apresentar uma proposta final de relatório para a CPMI na sessão desta sexta-feira (27), caso não haja concordância com o que foi produzido pelo relator, Alfredo Gaspar, que se filiou ao PL, de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na quarta-feira (24).
“Valadão foi blindado o tempo inteiro e ontem vocês viram que um senador aqui, provavelmente, nós vamos perguntar, o presidente da CPMI, ele simplesmente pediu para o Valadão ficar nos Estados Unidos. Dando guarida ao Valadão para que ele não viesse aqui e responder pelos crimes. É muito grave o que saiu”, afirmou Correia.
Segundo informações reveladas pelo portal Metrópoles, o religioso encaminhou a um interlocutor, no dia 22 de janeiro de 2026, um texto afirmando que um senador estaria agindo nos bastidores para “resguardá-lo”. Na sequência da conversa, o próprio Valadão confirma a orientação para se manter no exterior: “Senador mandou esperar. Pra eu não ir mesmo pro Brasil”.
Segundo Correia, Valadão e o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, fazem parte do eixo de “crédito consignado” da quadrilha que fraudou os aposentados. Auxiliados pela política econômica do governo Jair Bolsonaro e as medidas de Paulo Guedes, “super” ministro da Economia, e Roberto Campos Neto, na Presidência do Banco Central, bancos como liquidado Master e o extinto Clava Fort Bank, da Lagoinha, teriam se beneficiado e lavado dinheiro do esquema criminoso.
“O Banco Master é um exemplo, mas vários outros bancos fizeram isso. O que o Banco Master fez? Ele passou a ter direito de ter consignado no governo Bolsonaro, com Roberto Campos Neto. Cerca de 40 mil contratos foram desfeitos, porque os aposentados estavam sendo roubados. Então é o roubo do crédito consignado. Neste caso houve, inclusive, lavagem de dinheiro, é aí que você viu toda essa polêmica que nós fizemos aqui, que era lavagem de dinheiro para vários locais, inclusive para a igreja do Pastor Valadão e do próprio Pastor Zettel, que era sócio do Vorcaro. O Zettel é o pastor que deu R$ 5 milhões para campanha de Bolsonaro e o Tarcísio de Freitas. Esse é o pastor Zettel. Ele então fez essa lavagem de dinheiro lá com o Valadão”.
https://x.com/revistaforum/status/2037513413438456091
Sombra de Valadão
Sob a sombra de André Valadão, Carlos Viana se vitimizou nas redes após o Supremo Tribunal Federal (STF), por 8 votos a 2, derrubar a decisão monocrática de André Mendonça para prorrogação da CPMI do INSS, que deve terminar em pizza nesta sexta-feira (27).
“Derrubaram não apenas uma decisão, mas a confiança de milhões de brasileiros. Inclusive a decisão de um ministro honrado, técnico e corajoso, que teve a dignidade de respeitar a Constituição”, escreveu Viana sobre Mendonça – que foi acompanhado apenas por Luiz Fux em seu voto.
Em jogada ensaiada, Mendonça deu aval para prorrogação dos trabalhos da CPMI atendendo a pedido do próprio Viana e do relator, Alfredo Gaspar, que se filiou ao PL na quarta-feira (25).
O objetivo da manobra era usar a presidência do senador mineiro, aliado do clã Bolsonaro, para seguir blindando aliados da ultradireita, obter acesso a dados – vazados seletivamente para a mídia liberal – e fortalecer a narrativa para ligar o caso Master a Lula.
Em vídeo divulgado nas redes também na noite desta quinta-feira, Viana cita uma decisão de Flávio Dino, que derrubou outra manobra na comissão para aprovar a quebra de sigilo de Fábio Luis Lula da Silva – o Lulinha. Ao colocar em votação, Viana deu vitória aos bolsonaristas mesmo com a maioria dos membros se colocando contra o requerimento de Gaspar.
Em seguida, Viana tenta se desvencilhar do fato de que blindou vários aliados na CPMI, incluindo os pastores Fabiano Zettel e André Valadão, além da quebra de sigilo do Clava Forte Bank, instituição ligada à Igreja Lagoinha. Os requerimentos foram feitos em novembro e nunca colocados em votação.
“A investigação foi blindada várias vezes quando falou de políticos, mas eu não tive medo de enfrentar”, tentando inverter os fatos após se irritar com a citação a Valadão na sessão desta quinta-feira.
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Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/senador-mandou-esperar-vamos-perguntar-a-viana-presidente-da-cpmi-se-e-ele-o-citado-por-valadao-diz-deputado/


