Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados, voltou ao centro da Operação Rent a Car nesta quarta-feira (1º/7), quando a Polícia Federal deflagrou a Galho Fraco II contra pessoas ligadas ao parlamentar. O novo desdobramento reacende o episódio dos R$ 430 mil em dinheiro vivo apreendidos pela PF, em dezembro de 2025, em um flat usado pelo deputado em Brasília.
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A Polícia Federal informou que a nova fase, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Os alvos incluem um advogado e pessoas ligadas a Sóstenes que teriam participado do saque do dinheiro e da tentativa de criar uma versão para justificar a origem dos valores.
Sóstenes Cavalcante e os R$ 430 mil no flat
O dinheiro foi apreendido na fase anterior da operação, deflagrada em 19 de dezembro de 2025. Na ocasião, Sóstenes Cavalcante foi alvo de busca e apreensão em investigação sobre suspeita de desvio de recursos públicos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), verba usada para custear despesas do mandato.
A apreensão dos R$ 430 mil em espécie se tornou o ponto mais forte da operação contra o líder do PL. O valor foi encontrado em um endereço usado pelo parlamentar na capital federal, no contexto de uma investigação sobre locação de veículos, cota parlamentar e possível ocultação de verba pública.
À época, a Fórum mostrou que Sóstenes afirmou que o dinheiro tinha origem na venda de um imóvel. O parlamentar disse que os documentos seriam apresentados por seus advogados e por seu contador.
Foto: Polícia Federal
PF apura possível versão falsa sobre dinheiro vivo
O novo elemento da Galho Fraco II é a suspeita de fraude processual. A PF agora investiga se houve uma tentativa de montar uma explicação falsa para a origem dos R$ 430 mil encontrados no flat de Sóstenes.
A PF apurou que o contrato apresentado para justificar o dinheiro não seria verdadeiro. A suspeita é tratada dentro da frente que investiga possível ocultação ou alteração de provas.
Em nota oficial, a PF afirmou que as investigações apontam indícios de um possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente usadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. A corporação também citou possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas.
Galho Fraco II aprofunda apuração sobre cota parlamentar
A Galho Fraco II é a terceira fase da Operação Rent a Car. As medidas judiciais são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais, com objetivo de coletar e preservar novos elementos de prova.
Nas fases anteriores, a PF identificou supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da cota parlamentar. A apuração mira a movimentação e a destinação final desses valores.
A Operação Galho Fraco, deflagrada em dezembro, já havia apontado que agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para desviar e ocultar verba pública. Naquele momento, a PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
Sóstenes nega irregularidades e já afirmou ser alvo de perseguição política. Até aqui, a investigação trata de suspeitas e indícios, sem decisão judicial definitiva sobre responsabilidade penal do deputado.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/sostenes-430-mil-flat-pf/

