TSE investiga rede de perfis suspeita de impulsionar conteúdos de Flávio Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma investigação contra mais de 300 perfis responsáveis por impulsionar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais. A investigação atende a uma denúncia apresentada pela coligação do presidente Lula (PT), feita com base em um levantamento do Jurídico do PT e da Secretaria Nacional de Comunicação. 

De acordo com o partido, uma rede de 324 perfis no Instagram que estaria ampliando a circulação de conteúdos favoráveis ao senador  e candidato à presidência, além de outros perfis de direita. 

Na decisão, segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva determinou que a Meta preserve os dados das contas investigadas e forneça informações que possam ajudar na identificação dos seus responsáveis. A empresa de tecnologia terá 48 horas para preservar dados como registros de conexão, acesso, cadastro e conteúdo, metadados das collabs, identificação de autores e coautores e datas de convites e aceites, mesmo de contas indisponíveis. 

O ministro ainda determinou que a Meta deve suspender a  divulgação de links de venda mantidos nas biografias e nas publicações de perfis relacionados no processo. 

Além disso, a ação também pede informações sobre e os gabinetes de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias, como servidores ligados à comunicação, despesas com produção audiovisual e ferramentas de inteligência artificial. 

A denúncia

O levantamento feito pelo PT mostra que entre 15 de agosto e 7 de setembro, foram localizadas 492 publicações em colaboração, as chamadas collabs. Em 207 delas, apareceram perfis relacionados a candidatos ou campanhas. 

O recurso permite que uma mesma publicação seja exibida simultaneamente nas contas participantes. A dúvida levantada pelo PT é se esse mecanismo estaria ampliando a distribuição de propaganda eleitoral para usuários que não seguem diretamente os candidatos, prática proibida pelo TSE desde 2024

Outro ponto que o PT quer esclarecer é a relação entre páginas de apoio e campanhas oficiais. A legislação admite manifestações espontâneas de eleitores e mobilizações destinadas a ampliar organicamente conteúdos políticos, mas estabelece restrições para remuneração e contratação de terceiros para divulgação eleitoral. 

LEIA MAIS: PT leva ao TSE rede de 324 perfis que impulsionaria Flávio Bolsonaro no Instagram

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/tse-investiga-perfis-flavio/