O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso Nacional, anunciou, nesta sexta-feira (24), que solicitará à Polícia Federal (PF) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório de advocacia ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O pedido foi anunciado via rede social X e inclui também busca e apreensão no local, que, segundo Lindbergh, funciona na residência do senador em Brasília.
A iniciativa partiu de reportagem do Metrópoles que revelou R$ 1,5 milhão em notas fiscais emitidas pelo escritório para empresas apontadas como parte de um esquema ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O deputado afirmou que o escritório não tem funcionários, atendimento ao público nem estrutura compatível com a prestação de serviços advocatícios, o que, na avaliação dele, levanta dúvidas sobre a natureza real das atividades ali registradas.
Suspeitas sobre escritório
Para Lindbergh, o padrão de funcionamento do escritório sugere que ele teria sido usado para receber recursos sem exercer atividade jurídica efetiva. “Era só para receber dinheiro? Era lavar dinheiro?”, questionou o deputado, referindo-se aos R$ 500 mil transferidos pela Contábil Correa ao escritório.
Lindbergh afirmou, ainda, que, desde 2021, o escritório teria emitido 41 notas fiscais, incluindo pagamentos oriundos de empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A ausência de qualquer estrutura operacional visível no endereço registrado reforça, segundo o deputado, a suspeita de que o escritório funcionaria como instrumento para movimentação de recursos sem contrapartida de serviço.
https://x.com/lindberghfarias/status/2080684305399861490
Notas fiscais e o ex-banqueiro
A apuração revelou que o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas fiscais para empresas apontadas como parte de um esquema ligado a Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Em 7 de abril de 2025, foram emitidas e posteriormente canceladas duas notas de R$ 500 mil cada, totalizando R$ 1 milhão, em favor da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., descrita como empresa de fachada ligada a Vorcaro. Dois dias depois, uma terceira nota de R$ 500 mil foi emitida para a Contábil Correa.
A Polícia Federal já investiga a movimentação financeira envolvendo essas empresas e o Banco Master. Um dos responsáveis pelas empresas, Rogério Lourenço Novo, já havia sido investigado pela PF por suspeita de operar um esquema de emissão de notas fiscais frias.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/video-lindbergh-quebra-sigilo-escritorio-flavio/

