VÍDEO: Zema insiste nas ofensas e volta a atacar STF com ainda mais agressividade

O feriado de Tiradentes, data máxima da liberdade mineira, serviu de palanque para mais um espetáculo de agressividade e populismo barato protagonizado por Romeu Zema (Novo). Em uma escalada retórica que ignora a liturgia do cargo que ocupou e as instituições democráticas, o ex-governador de Minas Gerais usou as redes sociais e o solo histórico de Ouro Preto para elevar o tom dos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), chamando os magistrados de “intocáveis” e “juízes que se acham acima do bem e do mal”.

Investido do personagem de “alecrim dourado da honestidade”, Zema parece apostar no conflito institucional para alimentar suas pretensões presidenciais. Enquanto tenta se vender como um “homem comum”, posando para fotos comendo marmita fria em balcões de cozinha, o empresário multimilionário ignora os escândalos de corrupção que cercaram sua própria gestão para apontar o dedo a Brasília.

O teatro das redes e a notícia-crime

O novo ataque ocorre um dia após o ministro Gilmar Mendes enviar uma notícia-crime ao colega Alexandre de Moraes, solicitando que Zema seja investigado. O motivo foi um vídeo publicado pelo mineiro no qual, por meio de inteligência artificial e fantoches, satiriza decisões da Corte e insinua trocas de favores entre ministros.

Em vez de recuar diante da gravidade da acusação de vilipendiar a honra do Tribunal sem provas, Zema dobrou a aposta. Nesta terça, ele publicou novo material comparando o poder dos ministros ao da Coroa Portuguesa durante a colonização.

“No lugar da Coroa Portuguesa, se sentaram os intocáveis de Brasília. Os políticos vendidos, os empresários ladrões e os juízes que se acham acima do bem e do mal”, disparou o ex-governador que se enxerga como o único ser honesto e probo do Brasil, quando a bem da verdade é apenas mais um extremista reacionário a surgir entre os tantos da última década.

Hipocrisia institucional

O tom agressivo de Zema contrasta com sua postura administrativa enquanto esteve no Palácio Tiradentes. O ministro Gilmar Mendes classificou como “no mínimo irônico” o fato de o ex-governador atacar a Corte à qual recorreu desesperadamente diversas vezes para suspender dívidas bilionárias de Minas Gerais com a União. Sem as “canetadas” do STF que ele agora demoniza, o governo Zema teria colapsado financeiramente, comprometendo serviços básicos e o pagamento de servidores.

Sotaque forçado e o personagem matuto

A tônica eleitoral de Zema tem se baseado em um esforço quase teatral para parecer “povo”. O sotaque carregado e as encenações de simplicidade tentam esconder o fato de que ele e sua família detêm um império empresarial. Mais do que isso, tentam abafar o histórico recente de investigações que atingiram setores estratégicos de seu governo, como a Secretaria de Meio Ambiente e o favorecimento a mineradoras.

Em Ouro Preto, Zema questionou: “Eu pergunto a você, ministro Gilmar Mendes: a Justiça não deveria ser cega?. Para observadores políticos, a pergunta soa como uma cortina de fumaça. Ao tentar se colocar como o herdeiro dos inconfidentes, Zema distorce a história para tentar transformar uma investigação por ofensa e calúnia em uma suposta “perseguição política”, buscando manter viva uma base radicalizada enquanto o país tenta recuperar a normalidade institucional.

Veja o vídeo com as novas agressões ao STF:

https://x.com/RomeuZema/status/2046586324140851437

 

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/video-zema-ofensas-volta-atacar-stf/