A vitória de Gleisi Hoffmann contra Dallagnol determinada pela Justiça do Paraná

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) acatou, nesta quarta-feira (17), por unanimidade, dois recursos eleitorais da deputada federal e pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR), e afastou qualquer irregularidade em suas afirmações sobre Deltan Dallagnol.

A parlamentar fez declarações a respeito da inelegibilidade do bolsonarista, bem como manifestações de que o ex-procurador é “ficha suja”, com base em certidão e em acórdão oriundos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também foi restabelecido o direito de manifestação da deputada.

O TRE-PR acolheu a interpretação conferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e deu provimento aos recursos para afastar penalidades, como multa e proibição de reiteração de conduta, restabelecendo o direito de manifestação e de liberdade de expressão da parlamentar.

Os recursos foram interpostos contra sentenças que julgaram procedentes representações por propaganda eleitoral antecipada e negativa ajuizadas pelo Diretório Estadual do Partido Novo no Paraná.

Gleisi desmascara Dallagnol

Em abril de 2026, Gleisi publicou um vídeo nas redes sociais para enquadrar Dallagnol e expor as vísceras da Operação Lava Jato. Ao rebater uma provocação do ex-procurador, a parlamentar trouxe à tona fatos documentados que assombram o legado de Curitiba, como a cassação de Dallagnol no TSE e as graves suspeitas envolvendo o recém-promovido Januário Paludo.

No vídeo, Gleisi utiliza a própria trajetória jurídica para marcar o contraste entre os personagens, lembrando que foi absolvida, por unanimidade, em todas as instâncias enquanto seus algozes enfrentam a derrocada institucional e política.

Um dos pontos centrais da fala de Gleisi é a situação eleitoral de Dallagnol. A deputada recordou que o ex-procurador é, tecnicamente, um “ficha suja”. Em maio de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o registro de candidatura do lavajatista por unanimidade. A decisão apontou que ele burlou a lei ao pedir exoneração do Ministério Público para escapar de 15 procedimentos disciplinares que poderiam torná-lo inelegível.

Gleisi reforça que Dallagnol “fugiu da justiça” para tentar garantir um mandato (movimento que a Corte Eleitoral classificou como fraude). O enquadramento de “deputado cassado” serve para desidratar a autoridade moral que o ex-membro do Ministério Público Federal tenta projetar no debate público.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/vitoria-gleisi-dallagnol-justica-pr/