Uma das telas mais conhecidas de Vincent Van Gogh, Os comedores de batata, de 1885 (que, atualmente, se encontra no Museu Van Gogh, em Amsterdã), destaca-se pela dramaticidade da cena; ela retrata a precariedade de camponeses envoltos tanto pela força da terra quanto pela miséria: expressões pesadas marcadas por certo desespero, certa falta de perspectiva que sufoca.
A arte reflete a dimensão vivencial do ser humano nas suas mais acentuadas complexidades – amoldadas nos confrontos das realidades com os devaneios, armaduras inimagináveis a evidenciar a fragilidade da existência.
Em Os comedores de batata, Van Gogh captou o sacrifício de uma classe social inferior a níveis dignos. A cena reflete um clima triste: é uma composição extremamente representativa da pobreza nas suas mais profundas raízes. A sensibilidade do artista atinge o drama de cada personagem retratado – uma situação desestimulante. A escuridão do ambiente traduz toda a dimensão de um problema social grave: a extrema precariedade de recursos que atingia trabalhadores do campo e da cidade.
Os comedores de batata foi concebido na Holanda, sob influência do realismo do pintor Jean-François Millet. Nessa fase, Van Gogh desenhou e pintou muitas paisagens holandesas, cenas de aldeia, cenas da vida de camponeses e tecelões. O artista dizia que os camponeses deviam ser pintados com suas características rústicas, sem embelezamento. Ao finalizar a tela, Van Gogh superou sua referência em Millet.
Na potencialidade expressiva dos tons escuros, o artista explorou a
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Fonte: https://revistacult.uol.com.br/home/van-gogh-incursoes-comentadas/

