A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-RJ) foi testada nas últimas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República no lugar do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que enfrenta crise após a divulgação de sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Apesar de aparecer em segundo lugar, Michelle tem quase 11 pontos percentuais a menos que Flávio, indicando que ainda não consegue absorver totalmente os votos que ele perde. Com informações da Veja.
Questionado sobre o desempenho de Michelle, o diretor do instituto AtlasIntel, Andrei Roman, explicou que a ex-primeira-dama não recebe os votos do senador porque não é o nome oficial do bolsonarismo, mas apenas uma possibilidade. “A principal razão pela qual a Michelle, hoje, não absorve esses eleitores é, francamente, o fato de ela não ser a opção consolidada, mas apenas uma especulação. Se ela substituir o Flávio efetivamente, ela melhorará muito rápido”, disse Roman.
O especialista comparou a situação ao início da pré-candidatura de Flávio, quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ainda era visto como candidato. “Assim que o Flávio, de fato, virou a escolha [de Jair Bolsonaro], aqueles eleitores que não declaravam uma intenção de voto nele se juntaram muito rapidamente [em torno dele], porque se trata da força da polarização política”, afirmou.
A pesquisa do AtlasIntel divulgada em 19 de maio mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando o primeiro turno com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece em segundo com 34,3%, quase 13 pontos atrás. No levantamento anterior, de abril, a diferença era inferior a sete pontos, com empate técnico no segundo turno, cenário que não se repetiu na atual pesquisa.

Quando a pesquisa substitui Flávio por Michelle, Lula mantém a liderança, e a ex-primeira-dama surge com 23,4% das intenções de voto. O levantamento foi contestado pelo Partido Liberal na Justiça Eleitoral devido à divulgação de um áudio entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Andrei Roman afirmou que o material não influenciou os resultados, pois os entrevistados já haviam respondido todas as perguntas do questionário antes de acessá-lo.
Roman acrescentou que pesquisas contestadas já fazem parte do histórico da AtlasIntel e que não há receio de condenações. “O áudio foi testado, aquela conversa entre o Flávio Bolsonaro e o Vorcaro, em um módulo complementar, separado da coleta principal. Portanto, não houve qualquer tipo de contágio”, explicou, reforçando que a análise busca entender melhor os elementos de discurso que impactam eleitores, sem comprometer a coleta principal dos dados.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-barreira-que-impede-michelle-de-herdar-votos-de-flavio-bolsonaro/

