Jaques Wagner relata apoio de Lula após operação da PF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Senador Jaques Wagner. Reprodução

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que o presidente Lula telefonou para ele após a operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master, e classificou o caso como uma “tentativa de desestabilizar” o senador.

Wagner deu as declarações em entrevista ao jornal da Band. Segundo ele, Lula ligou “para se solidarizar” e dizer que mantém “absoluta confiança” no aliado. “A gente se conhece há 48 anos e, portanto, ele sabe qual é o meu jeito de agir”, disse o senador.

O parlamentar afirmou que considera difícil Lula tirá-lo da liderança do governo no Senado. “Eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema. Isso é uma mera investigação, até agora não sou réu, não sou culpado”, declarou.

A Polícia Federal apura se Wagner recebeu “vantagens indevidas” para atuar em favor do Banco Master. Agentes apreenderam na casa do senador, em Brasília, US$ 49 mil em espécie, o equivalente a cerca de R$ 253 mil. Na residência dele em Salvador, os policiais encontraram US$ 16.795, cerca de R$ 87 mil, 39.675 euros, cerca de R$ 236 mil, e R$ 16.500.

Valores apreendidos e elo apontado com o Banco Master

Wagner afirmou que o dinheiro apreendido corresponde a diárias recebidas em viagens parlamentares. Segundo ele, foram US$ 70 mil em diárias de 2019 até este ano. “Os envelopes eram com timbre do Senado Federal”, disse. A assessoria do senador afirmou em nota que os valores são legais, declarados e não utilizados em missões internacionais oficiais.

O senador também negou atuação em favor do Banco Master ou de qualquer outra instituição financeira. Sobre Daniel Vorcaro, dono do banco, Wagner disse que sua relação é “praticamente zero” e relatou que o primeiro contato ocorreu quando o banqueiro se tornou sócio da Cesta do Povo, rede comprada pelo empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Master.

Lima se aproximou do PT da Bahia e de Wagner a partir de 2017. Na época, Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia na gestão de Rui Costa (PT) e conduziu a privatização da Ebal, empresa responsável pelo Cesta do Povo. O ex-sócio do Master sugeriu ampliar o escopo da venda para incluir cartões de compra da rede e serviços financeiros, como empréstimos consignados, operação que deu origem ao Credcesta.

Mensagens citadas pela Polícia Federal indicam relação próxima entre Augusto Lima e Wagner. Em conversa de março do ano passado, Lima escreveu ao senador: “Você, mais do que ninguém, sabe da minha história e faz parte disso”. A defesa de Lima afirmou que as diligências da PF são “desnecessárias” e que o empresário “está há seis meses à disposição das autoridades” para prestar esclarecimentos.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-ligacao-de-lula-a-jaques-wagner-apos-a-operacao-da-pf/