A pecuarista Teresa Vendramini, conhecida como Teka, é tratada como plano A da campanha de Fernando Haddad (PT) para ocupar a vice em sua chapa ao governo de São Paulo. Ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, ela é vista por aliados do petista como um nome capaz de sinalizar diálogo com o agronegócio e com setores do interior paulista, tradicionalmente mais resistentes ao PT.
Embora Teka tenha recusado as primeiras sondagens, integrantes da pré-campanha de Haddad mantêm conversas com ela e dizem estar confiantes em convencê-la a aceitar a composição, segundo a Folha. No início do ano, a pecuarista se filiou ao PDT, partido que apoiará a candidatura do ex-ministro da Fazenda em São Paulo.
A avaliação interna é que Teresa poderia cumprir, na campanha paulista, papel semelhante ao de Geraldo (PSB) Alckmin na chapa presidencial de Lula (PT). A ideia é ampliar pontes com segmentos de centro, setores conservadores e eleitores ligados ao agronegócio, especialmente no interior do estado.
Teresa Vendramini tem trajetória ligada à representação rural. Pecuarista e formada em sociologia, foi a primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira e também comandou a Federação das Associações Rurais do Mercosul, ampliando sua circulação em entidades do setor produtivo.

Dentro da pré-campanha, seu nome é avaliado como uma alternativa para formar uma chapa com presença feminina e interlocução com o campo. A leitura é que uma representante do agro poderia ajudar Haddad a reduzir resistências em regiões onde o PT enfrenta dificuldades históricas.
Apesar disso, Teresa afirmou, por meio da assessoria, que não pretende disputar cargo eletivo. A nota diz que sua atuação deve permanecer no campo técnico, com prioridade para pautas voltadas ao produtor rural e ao desenvolvimento sustentável no campo.
Se a chapa com Teka for confirmada, a aliança ainda terá de resolver a disputa pelas duas vagas ao Senado. Uma delas deve ficar com Simone Tebet (PSB), que já se colocou como pré-candidata por São Paulo.
A outra vaga é alvo de disputa. Aliados de Haddad avaliam que será difícil impedir a indicação de Márcio França, também do PSB, já que ele controla o partido no estado. Caso isso ocorra, a federação PSOL-Rede deve reagir, pois trabalha pelo nome da ex-ministra Marina Silva (Rede).
O argumento da federação é que a presença de Tebet e França criaria desequilíbrio, com dois nomes do PSB na chapa majoritária. Uma alternativa discutida seria oferecer a Marina a suplência de uma candidatura ao Senado.
No PDT paulista, a direção também tenta emplacar o sindicalista Antônio Neto na chapa majoritária. Outra possibilidade seria o partido ficar com uma suplência ao Senado. Com isso, a filiação de Teresa fortaleceu seu nome nas conversas, mas a definição da vice de Haddad segue em aberto.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-pecuarista-apontada-como-plano-a-para-ser-vice-de-haddad-em-sp/

