A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse a interlocutores que a campanha do enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será abalada em breve por novos escândalos, que nocautearão sua candidatura à Presidência. A previsão foi feita em meio à crise que explodiu entre os dois há exatamente uma semana, após Michelle renunciar à presidência do PL Mulher e afirmar, em conversa com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, que não apoiará o senador sob nenhuma hipótese.
Apesar do veto à candidatura de Flávio, ela sinalizou que mantém a possibilidade de ser candidata ao Senado pelo Distrito Federal na reunião que aconteceu na última terça-feira (30), de acordo com informações do Globo.
A guerra deflagrada no clã Bolsonaro tornou-se um peso que Flávio carregará até o dia da eleição, justamente em um momento em que ele precisa melhorar seu desempenho entre as mulheres e, especialmente, entre as eleitoras evangélicas. Interlocutores de Michelle afirmam que a chance de reconciliação entre os dois é zero.
A ex-primeira-dama também tem dito que está “cansada” da política, que não tem sido ouvida nas decisões internas do partido e que chegou a cogitar colocar sua candidatura ao Senado à disposição. Ela ainda afirmou que dedica boa parte do tempo aos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Um dia após a renúncia de Michelle, Flávio tentará inaugurar nesta quarta-feira uma nova frente de atuação junto ao eleitorado feminino, promovendo em Brasília uma reunião com parlamentares e lideranças da direita para discutir um programa voltado exclusivamente às mulheres.
O encontro, organizado pela ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, servirá como ponto de partida para a construção da plataforma feminina da campanha, com medidas de combate à violência doméstica, incentivo ao empreendedorismo feminino e políticas relacionadas à economia do cuidado.
A reunião, porém, já nasce sob o impacto da disputa interna e deve registrar a ausência da própria Michelle, que recusou o convite de Valdemar para participar.
Segundo relatos, ela voltou a afirmar que não compareceria porque nunca recebeu um convite diretamente de Flávio. “Ele não me ligou para me chamar”, teria dito. Aliadas da ex-primeira-dama, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada Rosana Valle (PL-SP), também não devem comparecer.
A crise ganhou novos capítulos após aliados de Flávio foragidos nos Estados Unidos, como o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Allan dos Santos, promoverem ataques contra Michelle.
Em vídeo, Figueiredo afirmou que a ex-primeira-dama e Damares são feministas, disse que “mulher vota estatisticamente muito mal” e insinuou ter informações comprometedoras sobre o relacionamento de Michelle com Jair Bolsonaro. Aliados de Michelle cobram que Flávio repudie publicamente os ataques, mas o senador ainda não se manifestou.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-previsao-catastrofica-de-michelle-sobre-a-campanha-de-flavio-bolsonaro/

