A reação da esquerda à ação da PF contra aliado de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro e Márcio Canella. Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a sexta fase da Operação Unha e Carne, com o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella (União), como um dos alvos. O caso reacendeu críticas de políticos de esquerda, que associaram o pré-candidato ao Senado ao senador Flávio Bolsonaro. Com informações do O GLOBO.

Ele integra a chapa de Douglas Ruas (PL), com aval do pré-candidato à Presidência da República. O ex-governador Cláudio Castro, que também estava na composição, desistiu após ser alvo de ações relacionadas ao Caso Master.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), reagiu à operação e escreveu nas redes sociais: “Não escapa um”, destacando que Canella foi indicado para concorrer ao Senado pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Apesar de menções a um suposto envolvimento com o Comando Vermelho, a investigação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os suspeitos teriam movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Pré-candidato a deputado federal pelo PT, Marcelo Freixo ressaltou outro alvo da operação, Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil durante o governo de Cláudio Castro. “Sabe de quem eles são aliados no RJ? Acertou quem respondeu Flávio Bolsonaro”, escreveu Freixo nas redes.

O deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ) também criticou o bolsonarismo: “Quem transformou o combate à corrupção em slogan eleitoral deve explicações à sociedade. O bolsonarismo coleciona escândalos, investigações e aliados envolvidos em denúncias graves. A máscara caiu faz tempo. Que as investigações avancem!”.

No mesmo partido, Pastor Henrique Vieira destacou o esquema bilionário de lavagem de dinheiro em curso. “O bolsonarismo prometeu combater a corrupção. No Rio, seus aliados seguem aparecendo nas páginas policiais e nas operações da PF”, afirmou.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL) disse que “cai mais uma peça do tabuleiro bolsonarista do Rio de Janeiro”, referindo-se à articulação política para fortalecer Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

“A Polícia Federal faz nesta manhã buscas que chegam ao pré-candidato ao Senado, Márcio Canella. Na mesma trama estão Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar (ex-presidente da Alerj). O bolsonarismo é, de longe, a força política mais corrupta do Rio de Janeiro”, acrescentou.

A Operação Unha e Carne segue em andamento, com diligências em diversos endereços ligados aos investigados. A PF busca aprofundar as apurações sobre o suposto esquema de lavagem de dinheiro, envolvendo políticos e empresários, reforçando a atenção sobre fluxos financeiros e ligações com organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-reacao-da-esquerda-a-acao-da-pf-contra-aliado-de-flavio-bolsonaro/