A virada que derrotou os milicianos nacionais e o fascista americano. Por Moisés Mendes

O presidente Lula comemora com apoiadores a vitória no 2° turno das eleições. Foto: Reprodução

A imagem mais assustadora, para todos os que lutaram contra o fascismo, era a de Bolsonaro subindo a rampa ao lado do filho, da madrasta do candidato e de todos os que representam a extrema direita brasileira, entre os quais os executivos das fintechs que trabalham para o PCC na Faria Lima.

Estamos livres de ver Flávio Bolsonaro subindo a rampa de mãos dadas com grileiros, garimpeiros, os Frias da Folha, os Mesquita do Estadão dos banqueiros e os Marinho da Globo.

Nos livramos de ver Flávio tentando imitar Lula e Dilma e subindo a rampa, não com indígenas e pessoas com deficiência, mas com milicianos, incluindo os que prestam serviços a ele dentro do Judiciário.

Lula e o ativismo de rua e de redes nos livraram de ver o fascismo nacional subindo a rampa de mãos dadas com a família subserviente ao fascismo internacional de Trump.

Só Lula poderia produzir o milagre da virada contra os bandidos da extrema direita e seus empregados nas altas Cortes. Lula nos livrou do crime organizado em torno de um golpista preso em casa. Nos livrou do banditismo americano e de todas as estruturas podres do sistema de Justiça que criou o lavajatismo.

É hora de descansar, mas só por alguns dias, e reorganizar o país para resistir à ameaça que eles já anunciam, com uma nova tentativa de golpe. Desta vez, a nossa certeza é de que não passarão. Porque os jovens vão nos proteger, depois de saírem às ruas como não faziam há décadas.

Os jovens, os idosos que foram votar levados por filhos e netos, a sociedade articulada em seus mecanismos de defesa – todos irão enfrentar a ameaça que eles não conseguirão cumprir, como não cumpriram com a tentativa de golpe.

Flávio Bolsonaro e o seu vice após derrota no 2° turno. Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro, que já teria um plano de fuga, deve chamar o jato de Vorcaro e juntar as trouxas para fazer o que o pai dele fez no final de 2022. Deve se juntar ao irmão foragido nos Estados Unidos.

A extrema direita levou uma lavada, com uma diferença pró-Lula de 4,4 milhões de votos. Esse fascismo alquebrado será dividido em vários pedaços, com fatias para os filhos de Bolsonaro, para Michelle, para Tarcísio de Freitas. A partir de agora vamos assistir ao espetáculo do canibalismo dentro do fascismo.

O centrão covarde e engolido pela extrema direita, a velha direita que se curvou ao bolsonarismo, as celebridades que se acovardaram diante da escolha difícil – todos eles terão que tentar salvar os restos das suas almas.

A democracia em fúria dobrou a extrema direita de novo. Lula venceu porque só ele consegue produzir milagres, não só para o Brasil, mas para o mundo todo.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-virada-que-derrotou-os-milicianos-nacionais-e-o-fascista-americano/