Aliados de Flávio temem ação de Trump antes do 1º turno

Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca. Foto: Reprodução

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) passaram a temer que uma nova medida de Donald Trump contra o Brasil na reta final do primeiro turno, marcado para o dia 4, prejudique a candidatura do senador à Presidência, segundo a coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo. A preocupação ganhou força enquanto o entorno do candidato acompanha as investigações sobre o caso “Dark Horse”.

Um integrante do núcleo duro da campanha resumiu a avaliação da ala mais pragmática: “O ideal seria que o Trump ficasse quietinho até o fim das eleições”. O receio envolve possíveis sanções contra autoridades brasileiras ou tarifas sobre exportações do país.

Na campanha, a leitura é que Flávio pode explorar politicamente a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo pela associação feita por seus apoiadores entre o governo Lula e o ministro Alexandre de Moraes. Moraes está no centro de discussões sobre a abertura de investigação para apurar seus vínculos com Daniel Vorcaro.

Esse cálculo pode mudar caso a Casa Branca volte a adotar medidas contra integrantes do STF. Aliados do senador avaliam que uma ofensiva americana poderia fortalecer Moraes no debate público e dar a Lula argumento para retomar a defesa da soberania nacional.

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo buscam novas sanções

Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução

Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo participam nesta semana de reuniões com integrantes do governo Trump para pressionar pela retomada de sanções contra Moraes. A movimentação incomoda a ala pragmática da campanha bolsonarista, que considera a dupla “incontrolável”.

O objetivo do grupo é enquadrar novamente Moraes na Lei Magnitsky Global, criada nos Estados Unidos para punir autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos. Entre as restrições previstas estão o impedimento de transações com empresas americanas, com impacto potencial sobre cartões, bancos e companhias aéreas.

Moraes ficou seis meses sob sanções e deixou a lista de atingidos em dezembro, durante uma distensão nas relações entre Brasília e Washington. Dino, Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente do STF, Edson Fachin, também tiveram os vistos cancelados nas retaliações americanas.

Mesmo com o temor, parte dos aliados de Flávio minimiza o impacto eleitoral de uma eventual punição a magistrados. “O tarifaço é sempre problema para o Flávio”, afirmou um interlocutor, mas acrescentou que não acredita em grande empatia popular por um ministro do STF diante de sanções dos Estados Unidos.

Lula e Trump discursarão em sequência na abertura da Assembleia-Geral da ONU, em 22 de setembro. O programa de governo petista cita a palavra “soberania” 31 vezes e defende enfrentar ameaças externas aos interesses brasileiros, sem mencionar diretamente o presidente americano ou os Estados Unidos.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/aliados-de-flavio-bolsonaro-acham-que-trump-vai-prejudicar-candidatura-entenda/