Pesquisas realizadas após o racha público com Michelle Bolsonaro indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preserva uma base eleitoral resistente e segue competitivo contra o presidente Lula (PT) a três meses do primeiro turno. No levantamento Nexus divulgado em 29 de junho, Lula marcou 47% e Flávio apareceu com 44% em um eventual segundo turno. Com informações de Metrópoles.
O resultado da Nexus configura empate técnico, considerada a margem de erro de dois pontos percentuais. O instituto ouviu 2.009 pessoas entre 26 e 28 de junho, período que começou dois dias depois de Michelle publicar vídeos nos quais acusou o senador de tê-la desrespeitado e maltratado durante uma conversa telefônica.
Nos cenários de primeiro turno testados pela Nexus, Flávio variou de 34% a 35%, atrás de Lula, que registrou 42%. Mesmo com a crise interna no PL, o senador manteve a maior parte do eleitorado ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos cenários apresentados.
Outro levantamento, da AtlasIntel/Bloomberg, divulgado em 1º de julho, apontou Lula com 48,8% e Flávio com 42,3% no segundo turno. Nesse caso, o petista lidera fora da margem de erro, de um ponto percentual; a pesquisa ouviu 4.999 pessoas entre 26 e 30 de junho. As metodologias dos levantamentos são diferentes e não permitem comparação direta.
Crise com Michelle envolveu articulação do PL no Ceará
A crise com Michelle veio a público em 24 de junho. A ex-primeira-dama afirmou que Flávio foi ríspido, a desrespeitou e a tratou mal durante uma ligação sobre articulações eleitorais do PL no Ceará.
O pano de fundo da disputa é a aproximação de integrantes do partido com Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo cearense. Michelle rejeita a aliança e defende que a direita apoie o senador Eduardo Girão (Novo-CE); após o episódio, ela renunciou à presidência do PL Mulher.
Na noite do mesmo dia, Flávio negou ter desrespeitado Michelle. O senador disse que nunca havia maltratado ou humilhado uma mulher e pediu desculpas caso a ex-primeira-dama tivesse se sentido ofendida.
Um recorte da AtlasIntel mostrou que 81,9% dos eleitores bolsonaristas preferem Flávio como candidato da direita, enquanto Michelle foi escolhida por 14,7%. Entre mulheres bolsonaristas, 86,9% apontaram o senador, contra 10,8% que optaram pela ex-primeira-dama.
Relação com Daniel Vorcaro já havia provocado desgaste
Antes da crise familiar, Flávio enfrentou questionamentos pela divulgação de conversas com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que contará a história de Jair Bolsonaro. Reportagem do Intercept Brasil afirmou que Vorcaro pagou cerca de R$ 61 milhões para a produção.
Nas conversas divulgadas, Flávio cobrava o pagamento de parcelas do patrocínio. O valor total discutido chegaria a R$ 134 milhões, mas não há provas de que toda a quantia tenha sido transferida.
Flávio confirmou os contatos e afirmou que buscava “patrocínio privado para um filme privado”. O senador disse que não ofereceu vantagens, não intermediou negócios com o governo e não recebeu dinheiro ou benefício pessoal.
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em 10 de junho, logo após o episódio envolvendo Vorcaro, registrou piora no desempenho do pré-candidato: Lula apareceu com 44% no segundo turno, contra 38% de Flávio. Na rodada anterior, o resultado era de 42% para o presidente e 41% para o senador.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/apesar-de-michelle-e-de-vorcaro-flavio-bolsonaro-e-o-unico-nome-da-direita-competitivo-contra-lula/

