Árbitro da Somália que apitaria na Copa é barrado e deportado dos EUA

Omar Artan foi eleito o melhor árbitro africano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF). Foto: Divulgação

O árbitro da Somália Omar Artan, selecionado pela Fifa para atuar na Copa do Mundo de 2026, teve a entrada negada nos Estados Unidos e foi deportado pelas autoridades migratórias do país. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (8) por Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália.

Segundo ele, Artan possuía visto válido para viajar, mas acabou impedido de ingressar no território americano. Diante das dificuldades enfrentadas para obter autorização de entrada, o árbitro recebeu apoio da embaixada da Somália em Nairóbi, no Quênia, que providenciou um passaporte diplomático.

Ainda assim, o documento não foi aceito pelas autoridades americanas, que determinaram sua deportação imediata. O governo de Donald Trump ainda não se pronunciou publicamente sobre os motivos da decisão.

Aos 34 anos, Artan integra o quadro de árbitros da Fifa desde 2018 e estava entre os 52 profissionais selecionados para trabalhar na Copa do Mundo sediada por Estados Unidos, Canadá e México. Ele faria história como o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma edição do torneio. O país africano está entre aqueles cujos cidadãos são afetados por restrições migratórias impostas pelo governo Trump.

O árbitro Omar Artan durante partidda. Foto: Divulgação

Reconhecido como um dos principais árbitros do continente africano, Artan foi eleito o melhor árbitro da temporada de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF). Sua trajetória ganhou destaque internacional após comandar a final da Liga dos Campeões da CAF de 2024-25 entre Pyramids FC, do Egito, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul, disputada no Cairo.

Nascido em Mogadíscio, Artan começou sua carreira em competições locais da Somália antes de ingressar na lista internacional da Fifa. Em janeiro de 2024, tornou-se o primeiro árbitro somali a atuar na Copa Africana de Nações, apitando a partida entre Tunísia e Namíbia pela fase de grupos do torneio continental.

Além da Copa Africana de Nações, o árbitro participou de competições organizadas pela CAF e também foi selecionado para a Copa do Mundo Sub-20 da Fifa de 2025. Entre os representantes africanos escolhidos para torneios internacionais recentes, Artan se destacou como um dos nomes mais prestigiados da arbitragem do continente.

Ao comentar o caso, Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali, afirmou que a decisão afeta não apenas a carreira do árbitro, mas também o reconhecimento do futebol africano.

“É um dos árbitros mais respeitados da África e (…) negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar (…) prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”. O assessor acrescentou: “A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil”.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/arbitro-da-somalia-que-apitaria-na-copa-e-barrado-e-deportado-dos-eua/