
Argentina e Inglaterra se enfrentam nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos, por uma das semifinais da Copa do Mundo, em um duelo carregado por uma rivalidade que ultrapassa o futebol e passa pela Guerra das Malvinas.
Os dois países travaram o conflito em 1982 pela posse do arquipélago no sul do Oceano Atlântico. A Argentina saiu derrotada, e o número de argentinos mortos na guerra chega a cerca de 650, segundo estimativas citadas sobre o conflito.
A rivalidade ganhou um capítulo decisivo quatro anos depois, na Copa do Mundo de 1986, quando a Argentina venceu a Inglaterra nas quartas de final em uma partida marcada por dois gols de Diego Maradona. O primeiro ficou conhecido como “La Mano de Dios”; o segundo entrou para a lista dos gols mais lembrados da história do torneio.

Mais de 40 anos após a guerra, a soberania sobre as Malvinas continua em disputa diplomática. O presidente argentino Javier Milei voltou a reivindicar a posse das ilhas, chamadas de Falkland pelos britânicos, em uma posição que também teve defesa de Cristina Kirchner e Mauricio Macri em governos anteriores.
Disputa pelas ilhas antecede a guerra de 1982
A Argentina sustenta sua reivindicação pela proximidade geográfica e pela história colonial da região. As ilhas ficam a cerca de 600 quilômetros da costa da Patagônia e a aproximadamente 13 mil quilômetros do Reino Unido.
O argumento argentino aponta que os espanhóis que governavam o Vice-Reino do Rio da Prata ocuparam primeiro o arquipélago. Após a independência, a Argentina enviou autoridades para tomar posse das ilhas na década de 1820 e nomeou um governador para as Malvinas em 1829.
Os britânicos expulsaram as autoridades argentinas em 1833. O Reino Unido afirma que sua reivindicação remonta a 1765 e que enviou um navio de guerra para retirar forças argentinas que tentavam tomar posse do território.
Em abril de 1982, durante a ditadura argentina, o país lançou a Operação Rosário e invadiu as ilhas com forças militares. A guerra durou cerca de dois meses e terminou com vitória britânica, deixando 649 soldados argentinos, 255 combatentes britânicos e três moradores das ilhas mortos.
Em 2013, moradores das Malvinas participaram de um plebiscito sobre o futuro do arquipélago e optaram por continuar como território ultramarino do Reino Unido.
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/argentina-inglaterra-guerra-malvinas-rivalidade-copa/
