As 3 opções que aliados deram a Lula após rejeição de Messias no Senado

Lula e Jorge Messias. Foto: reprodução

A derrota de Jorge Messias no Senado abriu uma nova disputa dentro do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o próximo passo do governo para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Cinco dias após a rejeição do nome do advogado-geral da União, aliados ainda não sabem com segurança qual será a decisão do presidente.

Lula ainda não deu sinais concretos sobre uma nova indicação. Segundo Lauro Jardim, do Globo, auxiliares do governo se dividem em três grupos. Um deles defende que o presidente escolha uma mulher negra, mesmo reconhecendo que questões de gênero e raça não sensibilizam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nem os parlamentares sob sua influência.

Outro grupo prefere que Lula deixe a indicação para depois da eleição presidencial, apostando em uma eventual vitória do petista e em maior força política após as urnas. Há ainda aliados que avaliam ser necessário esfriar a crise e construir um nome em negociação direta com Alcolumbre, para evitar nova derrota no Senado.

Em paralelo, Lula avalia nomear Jorge Messias para o Ministério da Justiça como forma de preservar o aliado no primeiro escalão após a derrota. A pasta é comandada atualmente por Wellington César Lima e Silva, que assumiu em 15 de janeiro, depois da saída de Ricardo Lewandowski.

Lula e Davi Alcolumbre. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A possibilidade é discutida no governo como um gesto de valorização política a Messias. Auxiliares avaliam que a ida para o Ministério da Justiça poderia manter o advogado-geral da União em evidência, blindar sua imagem pública e preservá-lo para uma eventual nova indicação ao STF no futuro.

Integrantes do Planalto também consideram que, à frente da Justiça, Messias teria mais interlocução com o Judiciário. A avaliação é que ele poderia trabalhar para reduzir resistências ao seu nome e recompor pontes após a derrota. Nos bastidores, assessores petistas dizem que ele “pagou o preço” por uma derrota política mais ampla do governo.

Messias foi rejeitado pelo plenário do Senado na quarta-feira (29), por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ser aprovado, precisava de pelo menos 41 votos. Segundo a Agência Senado, foi a primeira rejeição de um indicado ao Supremo em 132 anos.

Depois do resultado, Messias se reuniu com Lula no Palácio da Alvorada. Ainda no Senado, afirmou à imprensa que “é notório” quem provocou a derrota. Aliados do governo atribuem a articulação contra o nome dele a Davi Alcolumbre, que saiu fortalecido no embate com o Planalto.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/as-3-opcoes-que-aliados-deram-a-lula-apos-rejeicao-de-messias-no-senado/