Brasil eliminado: meninos mimados não podem ser campeões

Haaland passando entre Raphinha e Douglas Santos, durante Brasil e Noruega. Foto: Matt Slocum/AP

As baixas expectativas que ecoaram durante todo o ciclo de preparação para a Copa, intensificadas no período da convocação e confirmadas por uma campanha fria de uma seleção sem inspiração e sem transpiração, encontraram sua justificativa na melancólica eliminação diante da Noruega.

A falta de tempero do futebol brasileiro foi a moldura do quadro pintado pelos duros vikings, que souberam oferecer exatamente aquilo que o Brasil abandonou pelo caminho: identidade, vínculo com seu povo, senso de coletividade dentro de campo e um craque capaz de corresponder quando chamado à responsabilidade.

Neymar foi o protagonista da novela mais enfadonha dos últimos tempos — e olha que a Globo tem acumulado novelas ruins em sua programação.

Convoca ou não convoca? Tem físico? Tem habilidade? Tem ritmo? Tem perfil para ser aquilo de que a Seleção Brasileira precisava?

A resposta sempre foi óbvia. Só discordava quem não pensava com a lógica do futebol, mas com a ilógica visão bolsonarista: a mesma que comemorou o gol de Martinelli apenas por vestir a camisa 22; a mesma que enxergou em Marrocos e Noruega uma representação do petismo simplesmente porque jogavam de vermelho. Só a idiotia poderia imaginar que Neymar faria algo diferente.

O saldo de Neymar nesta Copa foi levar a esposa e as ex-companheiras, comprar um relógio de mais de um milhão de um sujeito envolvido com o crime organizado, aparecer em festa, atrapalhar a equipe quando entrou em campo e, por fim, sepultar o Brasil com uma postura profundamente egocêntrica: pensar apenas em si, discutir com o goleiro por vaidade, receber um cartão amarelo e tentar “farmar aura”, chorando sozinho em pose de oração, depois que o apito final sacramentou a pior campanha da Seleção Brasileira nos últimos 36 anos.

Brasil Neymar
Foto: Reprodução/Instagram

Na biografia de seu Instagram, Neymar não se apresenta como atleta. Não se apresenta como pai. Tampouco como homem de Cristo. Define-se pelas camisas que representa: Santos e… Brazil. Isso mesmo que você leu. Brazil com z.

E talvez nenhuma palavra sintetize tão bem o personagem que Neymar escolheu ser. Um símbolo da mesma natureza vendilhona e viralatista dos ídolos políticos que ele abraçou.

Se existe alguma boa notícia em um dia de derrota, é saber que essa geração insensível ao Brasil, liderada por esse bolsonarinho de chuteiras, enfim chegou ao fim.

A próxima fase da Seleção Brasileira precisa nascer calcada em um sentimento de soberania, liberta do pensamento colonial. Precisa ser humilde. Precisa ser mais gente (no sentido mais literal possível). Chega de bonecos de cera transformados em produtos, de garotos-propaganda fantasiados de jogadores e de parças a serviço do reizinho.

A regra é clara: meninos mimados não podem ser campeões.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/brasil-eliminado-regra-clara-meninos-mimados-nao-poder-ser-campeoes/