Brasileiro do Exército de Israel é morto por “fogo amigo” na Faixa de Gaza

Ariel Lubliner morreu aos 34 anos na Faixa de Gaza. Foto: reprodução

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) confirmaram neste sábado (30) a morte do soldado brasileiro Ariel Lubliner, de 34 anos, durante operações militares no sul da Faixa de Gaza. De acordo com informações preliminares, a morte teria ocorrido em um incidente de fogo amigo, quando Lubliner foi atingido acidentalmente por disparos de outro militar.

Segundo o jornal Times of Israel, Lubliner vivia em Israel havia cerca de uma década. Ele era integrante da unidade de logística 6036 da 36ª Divisão do Exército israelense. Deixa a esposa, Bárbara, imigrante espanhola, e o filho Lior, de apenas nove meses. Ainda conforme a imprensa local, o brasileiro encerraria neste fim de semana mais um período de serviço militar de reserva e a família planejava viajar ao Brasil para férias.

A emissora Channel 12 informou que Lubliner é o 900º soldado israelense morto desde o início do massacre contra palestinos, deflagrada a partir dos ataques de 7 de outubro de 2023.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, prestou condolências à família e exaltou a atuação do brasileiro. “Ariel, que imigrou para Israel por amor à terra, foi convocado em 7 de outubro e, desde então, atuou com dedicação na defesa do Estado de Israel”, afirmou.

A morte de Lubliner ocorre em meio a um período de tensão diplomática entre os governos de Brasil e Israel. Nas últimas semanas, o ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de ser “antissemita”, “apoiador do Hamas” e de ter “desrespeitado a memória do Holocausto”.

As críticas vieram após o governo brasileiro retirar o país da IHRA, a Aliança Internacional de Memória do Holocausto, organismo dedicado a combater o antissemitismo.

Em publicação feita em português no X, Katz afirmou: “Agora, ele [Lula] revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA – colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel. Como ministro da Defesa de Israel, afirmo: saberemos nos defender contra o eixo do mal do islamismo radical, mesmo sem a ajuda de Lula e seus aliados”.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/brasileiro-do-exercito-de-israel-e-morto-por-fogo-amigo-na-faixa-de-gaza/