Tem gente de uma certa esquerda se mobilizando nas redes para defender muito mais o fascista Viktor Orbán – em nome da geopolítica mundial e das relações com Putin – do que a candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo do Rio Grande do Sul, na frente gaúcha formada em defesa da reeleição de Lula e em nome da geopolítica nacional.
O que significa que cada um tem a geopolítica que lhe interessa. Orbán pode ser um fascista, se estiver ao lado de Putin e contra a Europa e a Otan. Porque o que valeria nesse caso é a visão do todo. É a geopolítica mundial, dizem.
Orbán é um déspota, mas estaria do nosso lado, é o que dizem. Aqui, vale a ideia da geopolítica contra os outros. Mas, no caso gaúcho, esse raciocínio não serviria. Aí não tem geopolítica.

Juliana é, por decisão de Lula e do comando nacional, parte da estratégia para vencer o fascismo por ampliação das alianças, no caso com o PDT. É a geopolítica nacional. Mas os que condenam essa opção (e defendem a candidatura de Edegar Pretto, do PT) não veem assim.
O que vale aqui, diz essa esquerda inflexível, é a autonomia e a visão regional contra a percepção nacional de que a prioridade não é conquistar governos nos Estado, mas o governo federal. É complicado entender a geopolítica dos outros.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/cada-um-com-a-sua-geopolitica-por-moises-mendes/


