documentos expõem ligação de princesas britânicas com financista pedófilo

Sarah Ferguson com suas filhas, as princesas Beatrice e Eugenie, em visita a hospital de Londres em 2025

As princesas Beatrice e Eugenie estão no centro do noticiário após a divulgação de uma nova leva de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados a Jeffrey Epstein.

Os arquivos mencionam as duas centenas de vezes e revelam detalhes de trocas de e-mails envolvendo seus pais, Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe, e Sarah Ferguson, ampliando o desgaste público em torno da família York dentro da monarquia britânica.

Grande parte das revelações recai sobre a relação de seus pais com o financista condenado por crimes sexuais. Andrew já era alvo de críticas por sua proximidade com Epstein, mas os novos documentos também expõem a frequência de contato de Sarah Ferguson com o empresário, inclusive após sua condenação.

Registros indicam que, em julho de 2009, cinco dias depois de Epstein deixar a prisão, Ferguson esteve com ele em Miami para um almoço acompanhada das filhas, que tinham então 20 e 19 anos. Um e-mail sugere que o próprio Epstein pagou as passagens aéreas do trio, no valor de pouco mais de 14 mil dólares.

Mensagens posteriores revelam o tom da relação. Em um e-mail, Ferguson agradece a Epstein por apoio pessoal e afirma que, após o almoço, oportunidades de negócios ligadas à sua marca e livros começaram a surgir. Em outro trecho, ela o descreve como “o irmão que sempre desejei”.

Há ainda mensagens nas quais a ex-duquesa comenta aspectos da vida privada das filhas. Em uma delas, faz referência à volta de Eugenie de um fim de semana íntimo. Em outro momento, Epstein pergunta se haveria chance de as jovens o cumprimentarem em Londres.

Andrew também aparece, obviamente, nos arquivos. Documentos mostram que cartões de Natal da família, com fotos das princesas, foram enviados a Epstein em 2010 e 2011. Em entrevista à BBC em 2019, o ex-príncipe afirmou que não manteve contato com o financista após 2010.

Agora, ele enfrenta pressão adicional, já que autoridades britânicas investigam possíveis irregularidades durante o período em que atuou como enviado comercial do Reino Unido, incluindo suspeitas de compartilhamento de material confidencial.

Até o momento, não há acusação formal de irregularidade contra Beatrice ou Eugenie. Ainda assim, a frequência com que seus nomes aparecem nos arquivos reacendeu questionamentos públicos sobre o grau de proximidade com o círculo de Epstein. Analistas da imprensa britânica apontam que, embora exista simpatia pelas duas, permanece a dúvida sobre o que sabiam e se poderiam ter levantado preocupações junto aos pais quando o escândalo começou a ganhar dimensão.

O ex-príncipe Andrew com suas filhas, Beatrice e Eugenie

Nos bastidores, o impacto familiar é descrito como profundo. Andrew deixou a Royal Lodge, luxuosa propriedade em Windsor, e mudou-se para o complexo de Sandringham. Sarah Ferguson também deixou a residência que compartilhava com ele.

O rei Charles retirou títulos e honrarias do irmão e afirmou estar disposto a colaborar com as investigações. O episódio é visto como um dos momentos mais delicados para a família real nas últimas décadas.

Beatrice e Eugenie construíram trajetórias próprias fora das funções oficiais da monarquia. Ambas são casadas — Beatrice com o incorporador imobiliário britânico Edoardo Mapelli Mozzi e Eugenie com o empresário Jack Brooksbank — e formaram suas próprias famílias.

Beatrice fundou a BY-EQ, consultoria estratégica voltada a líderes empresariais, e já atuou como vice-presidente de parcerias e estratégia da empresa de tecnologia Afiniti. Eugenie trabalha como diretora na galeria de arte Hauser & Wirth.

A instituição britânica Borne, dedicada à pesquisa médica para prevenir partos prematuros e melhorar resultados para mães e bebês, informou que Beatrice se tornou patrona após experiência pessoal com prematuridade e que sua atuação é voltada exclusivamente à conscientização.

 

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/caso-epstein-documentos-expoem-ligacao-de-princesas-britanicas-com-financista-pedofilo/