Como a “Onda Azul” no Congresso dos EUA pode desempacar o caso “Dark Horse”

Jim Caviezel como Jair Bolsonaro, em “Dark Horse”. Foto: Divulgação/Go Up Entertainment

O governo brasileiro avalia que a vitória democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos pode facilitar a cooperação americana na investigação sobre o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a CNN Brasil, o pedido brasileiro para rastrear repasses ligados ao longa continuava sem resposta nesta quinta-feira (5). A Polícia Federal acionou o Ministério da Justiça em 9 de outubro e, na semana seguinte, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional encaminhou a solicitação às autoridades americanas.

O objetivo é rastrear repasses do Banco Master ao Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos. A PF apura se parte dos recursos destinados ao filme foi desviada para sustentar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro no país. Ele nega ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, ou do fundo.

Na avaliação de interlocutores do Planalto, o avanço democrata no Congresso reduz o espaço dos parlamentares republicanos que defendiam Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro em Washington. A nova composição também daria aos democratas mais margem para cobrar explicações do governo Donald Trump sobre medidas adotadas contra o Brasil e pressionar por investigações.

Flávio Bolsonaro
O secretário de estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio, continua a ser visto pelo governo brasileiro como o principal canal dos irmãos com a gestão Trump. Para os interlocutores ouvidos, o resultado eleitoral deve ter pouco efeito sobre a permanência dos dois nos Estados Unidos no curto prazo.

Em entrevista ao influenciador americano Joey Mannarino, Eduardo Bolsonaro disse que não teme ter de deixar os Estados Unidos após a vitória democrata. O ex-deputado afirmou que ele e Flávio Bolsonaro estão no país em situação regular.

Em outro processo, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, em junho. O colegiado concluiu que ele atuou para interferir no julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-a-onda-azul-no-congresso-dos-eua-pode-desempacar-o-caso-dark-horse/