A trajetória de Felipe Cançado Vorcaro, preso pela Polícia Federal na última quinta-feira (7), entrou no centro da Operação Compliance Zero por causa da suspeita de que ele atuava como operador financeiro de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. Primo de Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição, ele é apontado pelos investigadores como peça estratégica na estrutura investigada.
A prisão temporária foi decretada pelo ministro André Mendonça, do STF, sob o argumento de que Felipe ocupava posição relevante no suposto esquema e poderia interferir na produção de provas.
A defesa dele afirmou refutar veementemente a acusação de que ele seria operador financeiro do Banco Master, de Daniel Vorcaro ou de outras pessoas ligadas ao banco. Disse ainda que “fará os esclarecimentos necessários e que seu cliente está à disposição das autoridades competentes para contribuir com as investigações”.
O empresário já havia chamado atenção em páginas de sociedade em 2018, quando se casou com uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais no Copacabana Palace, no Rio. A cerimônia teve centenas de convidados, passarela espelhada, flores brancas, orquestra e show do pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha.

No altar, a noiva usou um vestido com cauda de oito metros, enquanto Felipe vestia um terno sob medida de Ricardo Almeida. As alianças eram da grife Tiffany & Co. Antes do casamento, ele havia organizado um pedido em Fernando de Noronha, com um coração feito de tochas e flores na areia. A lua de mel foi em Bora Bora, na Polinésia Francesa.
Segundo a investigação, o padrão de vida de Felipe também incluía imóveis de alto padrão no Condomínio Terravista, em Trancoso, no sul da Bahia. Foi nesse local que, em janeiro de 2026, ele teria fugido em um carrinho de golfe cerca de 20 minutos antes da chegada da Polícia Federal para cumprir mandado de busca. No imóvel, agentes encontraram roupas espalhadas e o ar-condicionado ligado.
Para os investigadores, a fuga foi decisiva para a decretação da prisão. Felipe teria deixado o local levando celulares e computadores, o que indicaria acesso prévio a informações da operação e intenção de ocultar ou destruir provas.
A Polícia Federal afirma que Felipe era responsável por custear despesas de aliados políticos, entre eles o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O advogado de Ciro, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse em nota que a defesa “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.
A investigação cita hospedagens em hotéis de luxo, como o Park Hyatt New York, jantares em restaurantes de alto padrão, deslocamentos em aeronaves privadas e uso de cartão para despesas pessoais.
De acordo com a denúncia, “a narrativa policial enfatiza que os elementos colhidos demonstrariam a existência de um arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade”.
Os investigadores também afirmam que os elementos reunidos “indicam um padrão de consumo elevado e relacionado ao financiamento de atividades privadas do parlamentar e de seus aliados”.
A PF aponta Felipe como principal operador financeiro da organização criminosa e responsável por gerir a chamada “parceria BRGD/CNLF”, usada, segundo a apuração, para operacionalizar pagamentos mensais de até R$ 500 mil a Ciro.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-era-a-vida-luxuosa-do-primo-de-vorcaro-tambem-preso-pelas-fraudes-do-master/


