Karina Gama, dona da produtora de “Dark Horse”, filme picareta sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, expandiu seus negócios para a política depois de conhecer o deputado federal Mario Frias (PL-SP), segundo levantamento da Folha de S.Paulo. Moradora da Brasilândia, na periferia da zona norte de São Paulo, ela hoje é dona de ao menos seis empreendimentos.
A aproximação ocorreu em 2020, quando Mario Frias assumiu a Secretaria de Cultura no governo Jair Bolsonaro. De acordo com pessoas ouvidas pela Folha, os dois se conectaram por afinidade ideológica. A partir dali, empresas de Karina passaram a receber recursos para campanhas do PL, incluindo a do próprio Mario Frias, e verbas de emendas parlamentares.
Um dos principais contratos ligados à empresária veio de um chamamento público de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo, na gestão Ricardo Nunes (MDB), para fornecer wi-fi a comunidades carentes. O acordo é investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que realizou operação nesta segunda-feira (1º) em endereços ligados a Karina.
Antes de 2020, Karina tinha a K F da Gama Produções, empresa individual aberta em 2005, com capital de R$ 1 mil e atuação em eventos, cultura e marketing. Depois, a companhia virou a Conhecer Brasil Assessoria Produção e MKT Cultural, com indícios de aumento da capacidade econômica operacional.

Em 2021, ela abriu a Go Up, produtora de “Dark Horse”, que não tem filmes registrados na Ancine. A empresa também opera nos Estados Unidos. Segundo a Folha, Mario Frias fez a ponte entre Karina e a família Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Neste ano, Karina abriu a Gama Participações Ltda, em Aracaju, com atividades de holding de instituições não financeiras, compra, venda e aluguel de imóveis próprios. No mesmo mês, entrou como sócia da Upcon Serviços Especializados Ltda, empresa voltada à construção de edifícios e sediada em Salvador.
A empresária também lançou a Connect Faith, feira de fé e tecnologia que teve apoio de R$ 3,5 milhões da Prefeitura de São Paulo para despesas de infraestrutura. O evento teve como atração principal o cantor gospel estadunidense Kirk Franklin, com ingressos entre R$ 300 e R$ 500.
Karina Gama e Mario Frias não responderam à Folha sobre a expansão dos negócios desde a aproximação entre os dois. Em entrevista anterior, por escrito, a empresária elogiou o filme sobre Jair Bolsonaro e afirmou que “Dark Horse” merece seis Oscars.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-mario-frias-abriu-as-portas-do-bolsonarismo-para-a-produtora-de-dark-horse/

