A disputa presidencial de 2026 ainda não despertou entusiasmo entre parte dos eleitores que seguem indecisos. Em nova rodada de entrevistas, realizada três meses após os primeiros relatos, a Folha de S.Paulo ouviu novamente eleitores que continuam sem definição sobre o voto e que aguardam os debates para decidir seu posicionamento.
Entre os entrevistados está o professor aposentado Almir Barros Costa, de Salvador. Ele afirma que pode acabar votando em Lula (PT), mas demonstra insatisfação com a situação da educação pública. “Acho que, no final, vou acabar votando em Lula, mas com uma revoltazinha por causa da educação”, afirmou.
A supervisora comercial Sandra Roque, de São Paulo, também diz não ter encontrado um candidato que a convença. Ela chegou a considerar apoiar Romeu Zema (Novo), mas afirmou ter se decepcionado com o ex-governador mineiro. “É um banana”, declarou ao comentar sua avaliação sobre o político.
Outro entrevistado, o agrimensor Nissen Cabral Jr., de Dourados (MS), afirmou que pode votar em Lula, mas não por adesão ao governo. Segundo ele, a escolha estaria ligada à defesa da democracia, da Constituição, do Supremo Tribunal Federal e da liberdade de imprensa. Ainda assim, pretende definir seu voto somente após os debates nacionais.

No Amazonas, o líder indígena Rui Leno Macedo de Moraes mudou de posição em relação à pesquisa anterior. Agora, afirma que votaria em Flávio Bolsonaro (PL) já no primeiro turno. Segundo ele, a decisão está ligada à percepção de que as políticas públicas federais não chegam às comunidades indígenas que representa.
A auxiliar de cozinha Ednilza Jacinto de Oliveira, moradora de Peruíbe (SP), diz estar mais preocupada com questões pessoais e profissionais do que com a eleição. Beneficiária do Bolsa Família, ela defende a continuidade do programa, mas afirma que ainda não tem preferência definida entre os principais nomes da disputa.
O cartunista André Guedes, do Rio de Janeiro, afirmou que ainda aguarda os debates para avaliar melhor os candidatos. Já o empresário Renato Lucas da Silva declarou que, se a eleição fosse hoje, votaria em Romeu Zema, mas condiciona o apoio ao comportamento futuro do partido Novo e de suas alianças políticas.
Os relatos mostram que, a pouco mais de três meses do início oficial da campanha, parte do eleitorado ainda observa a movimentação dos pré-candidatos sem uma decisão consolidada. Para muitos dos entrevistados, os debates e os acontecimentos dos próximos meses serão determinantes para a definição do voto.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/corrida-presidencial-ainda-nao-seduz-eleitores-indecisos-que-aguardam-os-debates/

