CPI do Crime Organizado convoca irmãos de Toffoli e aprova quebra de sigilo do Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado aprovou nesta quarta (25) a convocação de José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. A comissão também autorizou a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, da Maridt Participações e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

Toffoli e os irmãos são sócios da Maridt Participações, que integrou o grupo responsável pelo resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), e iniciou a venda de sua participação em 2021. Segundo o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), há indícios de conexão entre os citados e a Reag Trust por meio do empreendimento.

“A intermediação de negócios envolvendo o Arleen, administrado pela CBSF (antiga Reag Trust), traz o tema para o centro do escopo da CPI. A Reag foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apurou relações de lavagem de dinheiro com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC)”, afirmou no requerimento.

O senador acrescentou: “Ainda, segundo as notícias, o fundo Arleen tinha como único cotista o cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master”. Ele também mencionou a “existência de um cassino com mesas de blackjack e apostas em dinheiro no resort”, hipótese que pode configurar contravenção penal.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Reprodução

A CPI aprovou ainda a convocação de Vorcaro, dono do Banco Master, além de diretores e ex-dirigentes da instituição e da Reag Investimentos. Foram aprovados convites para ouvir os ministros Toffoli e Alexandre de Moraes, além da advogada Viviane Barci, sua esposa.

Toffoli era relator do caso envolvendo o Banco Master no STF e deixou a função em 12 de fevereiro. A relatoria passou ao ministro André Mendonça. Decisões tomadas anteriormente no inquérito vinham sendo questionadas nos meios político e jurídico.

Também estava prevista a oitiva do ex-deputado estadual do Rio Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, preso sob acusação de ligação com o Comando Vermelho. Após sua prisão, o desembargador Macário Ramos Júdice Neto foi detido, suspeito de vazar o mandado.

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou que o depoimento foi adiado por falta de autorização do STF: “A CPI oficiou ao ministro desse caso, Alexandre de Moraes, e ainda não obtivemos resposta. Por esta razão não teremos a parte da oitiva do senhor Thiego”.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/cpi-do-crime-organizado-convoca-irmaos-de-toffoli-e-aprova-quebra-de-sigilo-do-master/