O histórico de investigações contra Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro com a palavra “corrupto” na mão. Foto: Bruno Motta/Estadão Conteúdo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência em 2026, é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas em negociações relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O caso envolve Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e uma negociação de valor equivalente a R$ 134 milhões.

A investigação aponta que Vorcaro teria repassado ao menos R$ 61 milhões em seis operações realizadas em 2025. Parte dos recursos teria seguido para um fundo no Texas, nos Estados Unidos, ligado a aliados da família Bolsonaro, e a PF apura se o dinheiro bancou despesas de Eduardo Bolsonaro no país.

Mensagens de WhatsApp e áudios interceptados indicariam que Flávio cobrava repasses e mantinha proximidade com Vorcaro. Os investigadores também apuram a emissão de R$ 1,5 milhão em notas fiscais por Flávio para empresas ligadas ao banqueiro.

Flávio confirmou que procurou Vorcaro depois de o empresário passar a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Após inicialmente negar uma relação do banqueiro com o filme, disse que buscava um investidor privado para a produção sobre seu pai e afirmou que a visita teve o objetivo de colocar um “ponto final” na relação.

Casos de rachadinha tiveram provas anuladas

Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz. Foto: Reprodução

Antes do inquérito sobre o Banco Master, Flávio foi investigado e denunciado em apurações sobre um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O Ministério Público do Rio apontou transferências de salários de assessores para Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz entre 2016 e 2017. Entre os registros estava um cheque de R$ 24 mil destinado a Michelle Bolsonaro, que a defesa tratou como pagamento de parte de um empréstimo pessoal.

Queiroz foi preso preventivamente em 2020, na casa do advogado Frederick Wassef, em Atibaia, no interior de São Paulo. Ele deixou a prisão em 2021, depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou provas e o compartilhamento de relatório do Coaf; atualmente, ocupa o cargo de subsecretário de Segurança de Saquarema, no Rio.

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) também investigou Flávio por suspeita de lavagem de dinheiro em uma franquia da Kopenhagen e por operações imobiliárias com uso de dinheiro vivo. O STJ e o Supremo Tribunal Federal (STF) anularam os documentos que sustentavam essas acusações, e as denúncias relacionadas à rachadinha não avançaram.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/dark-horse-e-rachadinha-o-historico-de-investigacoes-contra-flavio-bolsonaro/