Enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta conter o desgaste provocado por novas revelações envolvendo seu escritório de advocacia e personagens investigados no caso Banco Master, um de seus principais aliados políticos acredita que a saída não passa por explicações, mas pela radicalização.
Em uma live, Paulo Figueiredo defendeu que a direita recupere o espírito de 2018, quando a campanha de Jair Bolsonaro transformou as redes sociais em uma máquina de guerra política baseada em memes, ataques às instituições, desinformação e um discurso permanente de confronto. A receita apresentada é resgatar justamente a estratégia que, nos anos seguintes, alimentou a escalada de ataques ao sistema eleitoral, ao Supremo Tribunal Federal e culminou na tentativa de golpe contra a democracia após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022.
Ao longo do programa, Figueiredo fez um exercício de nostalgia dos tempos em que Bolsonaro viralizava com vídeos, bordões e declarações agressivas. Para ele, aquele período representava uma comunicação “autêntica” e “orgânica”, produzida por apoiadores nas redes sociais. Na prática, foi também a consolidação de um ambiente digital em que a polarização extrema, a disseminação de teorias conspiratórias e os ataques às instituições democráticas passaram a ocupar o centro da estratégia política do bolsonarismo.
ESSE É UM CHAMADO À BASE BOLSONARISTA!
Esse corte do @pfigueiredo08 de hoje resgatou muitos sentimentos e um ponto central para 2026: a direita precisa voltar a dominar a cultura digital como fez em 2018.
00:00 | Voltar às origens
Paulo Figueiredo começa defendendo que a… pic.twitter.com/sWaa6sqmjR— Pâm 🌸 (@pamcosta21) July 21, 2026
O influenciador exaltou o estilo “sem filtro” de Bolsonaro e afirmou que o então candidato dizia aquilo que a imprensa e o sistema político não queriam ouvir. Também celebrou o chamado “politicamente incorreto” como marca da extrema direita e defendeu que a direita volte a dominar a cultura digital por meio da mobilização espontânea de sua militância.
A defesa desse modelo ocorre justamente quando Flávio Bolsonaro enfrenta uma sucessão de notícias negativas.
O escritório de advocacia do senador emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para a Copenhagen Assessoria e Consultoria em 7 de abril de 2025. As notas foram canceladas no mesmo dia.
A Copenhagen tinha como diretor Artur Figueiredo, gestor da administradora de fundos Trustee DTVM. Tanto a Trustee quanto Artur Figueiredo aparecem nas investigações sobre o Banco Master, sob suspeita de participação em fraudes financeiras relacionadas à instituição.
Flávio Bolsonaro afirmou nas redes sociais que desistiu de prestar serviços advocatícios à empresa e que, por esse motivo, as notas fiscais foram canceladas antes da prestação de qualquer serviço ou pagamento.
Em vez de responder ao aumento do escrutínio com esclarecimentos políticos, o núcleo mais próximo do senador parece apostar novamente na fórmula que marcou o bolsonarismo: transformar investigações em narrativa de perseguição, mobilizar a militância nas redes e intensificar o discurso de confronto.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/denuncias-flavio-bolsonaro-paulo-figueiredo-radicalizacao-golpista/

